Sob o lema “Educação e Conhecimento: transformando o Presente e Construindo o Futuro de Cabo Verde”, o novo ano letivo começa hoje em todo o território nacional, colocando novamente em funcionamento uma rede de mais de 400 escolas e mobilizando milhares de profissionais do setor da Educação.
Entre as novidades deste ano está a implementação de um projeto-piloto de alargamento do horário escolar, que será experimentado em alguns estabelecimentos de ensino da Praia, Sal e Boa Vista. A iniciativa deverá permitir testar uma nova organização do tempo passado pelos alunos na escola antes de uma eventual expansão do modelo.
O arranque do novo ano escolar acontece também sob uma nova tutela e com várias questões laborais ainda por resolver. Professores e organizações sindicais esperam que esta nova etapa permita avançar nas respostas a reivindicações que têm marcado o setor nos últimos anos e que continuam na agenda da classe docente, nomeadamente as atualizações salariais previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações.
O início das aulas acontece num contexto particularmente sensível na ilha do Fogo, ainda marcada pelo acidente que provocou a morte de 17 estudantes. O Ministério da Educação decidiu manter o calendário escolar, considerando que o regresso às rotinas e ao espaço escolar poderá também ajudar crianças e jovens a lidar com o impacto da tragédia.
O acidente trouxe, entretanto, para o centro do debate a segurança do transporte escolar. O ministro da Educação, Formação Profissional e Ensino Superior, Arnaldo Brito, já defendeu a necessidade de repensar e melhorar este serviço, reconhecendo a sua importância para garantir o acesso à escola, sobretudo para alunos que vivem longe dos estabelecimentos de ensino.
A FICASE, Fundação de Ação Social Escolar, garante, por seu lado, que estão reunidas as condições para o início do ano letivo, incluindo manuais e kits escolares e o funcionamento da alimentação escolar. Persistem, contudo, desafios relacionados com a disponibilidade de recursos e com o aumento dos preços dos géneros alimentares.
Com mais de 130 mil alunos, cerca de oito mil professores e uma rede superior a 400 escolas, Cabo Verde inicia assim mais um ano letivo, num setor que continua a assumir um peso central na formação das novas gerações e no desenvolvimento do país.



