O Artista plástico António Gonga manifestou, em Luanda, a satisfação por ver uma das suas esculturas seleccionada para integrar a exposição “Colecção Camões Luanda 30 anos”, considerando que a presença da obra constitui uma oportunidade de valorização do seu trabalho.
António Gonga destacou igualmente a importância de reunir criadores de diferentes origens e percursos, por permitir o encontro de linguagens, experiências e perspectivas distintas sobre a criação artística.
O curador da exposição, Adriano Mixinge, explicou, em declarações ao Jornal de Angola, que a aproximação à colecção surgiu inicialmente da necessidade de realizar um inventário exaustivo do acervo, com o objectivo de conhecer melhor as obras que o integram e determinar o seu actual estado de conservação.
Por sua vez, o fundador do Banco Alimentar Contra a Fome em Angola, Henriques Nunes, realçou a diversidade da mostra e a presença de artistas, cujo trabalho aprecia, entre os quais António Ole. Ao avaliar o mercado artístico nacional, apontou a repetição de fórmulas e a cópia de soluções criativas como aspectos que, na sua opinião, merecem maior atenção.
Também apreciador das artes plásticas, José Nascimento considerou que a exposição constitui um espaço de partilha e reflexão, onde os visitantes podem encontrar referências artísticas e projectar as suas próprias ideias a partir das obras apresentadas.
Revisitar acervo da instituição
Intitulada “Colecção Camões Luanda 30 Anos”, a exposição reúne mais de 30 obras de 22 artistas e revisita parte do acervo do Centro Cultural Português em Luanda, num exercício de preservação da memória artística e de reflexão sobre as relações culturais entre Angola e Portugal. Inaugurada na sexta-feira, a mostra permanece patente até aos finais de Dezembro.
O acervo integra obras de artistas angolanos, portugueses, cabo-verdianos, alemães e argelinos, entre outras nacionalidades, abrangendo diferentes manifestações artísticas, como pintura, gravura, fotografia, tecelagem, desenho, cerâmica e escultura. As peças recorrem a técnicas variadas, entre as quais acrílico, óleo, aguarela e serigrafia, evidenciando a diversidade de linguagens e abordagens presentes na colecção.
Na primeira sala, estão expostas obras de Ana Vidigal, Bual, Cargaleiro, Cecília Costa, Cruzeiro Seixas, Jorge Molder, José Guimarães, Julião Sarmento, Maria Amaral e Menez.
A sala principal acolhe trabalhos de António Ole, Cristiano Mangovo, Edson Chagas, Francisco Vidal, António Gonga, Gumbe, Ihosvanny, Januário Jano, Massongui Afonso, conhecido por Afó, Paulo Jazz, Paulo Kapela e Van.
Janette Mayamona




