Vários criadores e agentes culturais consideraram a reabertura do Cine-Teatro Nacional, ocorrida na noite de quinta-feira, na Baixa de Luanda, como o verdadeiro renascimento de um símbolo histórico e a conquista de um espaço condigno para a criação artística nacional.
O realizador e produtor Nguxi dos Santos foi peremptório na sua avaliação. “Este dia representa muito para nós. É mais uma arma que ganhamos para a difusão da arte. Há muitos anos que não tínhamos esta sala activa e hoje voltamos a usufrui-la. É um espaço nobre onde se podem produzir espectáculos, apresentar documentários e exibir filmes”.
O actor Kim Frazão, em declarações ao Jornal de Angola, destacou o impacto directo da reabilitação para a comunidade artística.
“É um momento especial. Precisamos de infra-estruturas que dêem vida à cultura. Em qualquer parte do mundo, é a cultura que leva a bandeira e une a Nação. Parabéns ao Executivo e ao Ministério pelo empenho”, sublinhou.
Para o músico Punidor, a recuperação da sala traz uma nova dignidade técnica ao ecossistema cultural.
“É o ressurgir de um espaço que andou adormecido e que vai conferir mais dignidade aos profissionais do teatro, da dança e da música. Trata-se de uma sala que dispõe de recursos técnicos modernos, para que as performances possam ser muito mais criativas e dinâmicas”, disse.
Por sua vez, o actor Jaime Joaquim estabeleceu uma ponte conceptual entre o passado e o futuro do edifício.
“É um marco histórico para todos nós. Uma sala fundada em 1932, que traz muitas memórias do passado, mas que agora vai gerar emprego para actores, músicos e artistas plásticos. Precisamos, contudo, descentralizar e levar mais salas como esta para as periferias e para as outras províncias. Temos novas centralidades habitacionais e nenhuma delas dispõe ainda de uma sala de teatro”, alertou.




