Chetekela revive Gatho Reevans e canta em palco com adrenalina

Ao som de “Adrenalina do Amor”, maior sucesso de Chetekela, o artista terminou o concerto, quinta-feira à noite, no Auditório do Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN) marcado com um alinhamento musical assente em temas que reflectem a história de superação do artista.
Durante duas horas de palco, o artista reservou um bloco com temas do congolês Gatho Beevans, cantor que marca a fase inicial do percurso artístico de Chetekela, quando em 2006, ao interpretar “Azalaki Awa”, no Estrelas ao Palco, ganhou visibilidade. As raízes da Lunda-Norte surgiram ao ritmo da tchianda em “Wasona” e “Wpite”, com direito a mukixi e bailarinos, como ocorre na mukanda. Canções que o moldaram como artista, o Romantismo brasileiro e angolano, em “Enquanto espero”, de Carlos Baptista, e “Azulula”, de Gabriel Tchiema. Chetekela proporcionou momento para os temas autorais em “Marido de papel”, “Aló”, “Soldado do Amor”, “Vivi Fiel”, “Estoico do lar”, “NtxoR” e “Tá na hora Amor”, obras do disco de estreia “Upike” e do aguardado “Superação”. O concerto serviu de pretexto para o presidente da Comissão da Carteira Profissional do Artista, Maneco Vieira Dias, entregar o cartão como “trabalhador das artes”. Em dia de consagração, os espectadores vibraram também com “Ego-egoísmo” e “Adrenalina do Amor”, numa viagem que arrancou com “Obrigado Mãe”. Chetekela em palco falou da perda da mãe, as dificuldades que enfrentou em Luanda, a pausa na carreira artística para apostar na formação, o apoio da família e manifestou a vontade de contribuir para as artes nacionais.


