O Cine-Teatro Nacional foi oficialmente reaberto ontem e devolvido aos profissionais da Cultura do país.
O edifício, erguido em 1932 e classificado como Patrimônio Histórico-Cultural desde 1994, está disponível à classe artística e para os amantes das artes e cultura, após obras de restauro e reabilitação iniciadas em 2024.
O ministro da Cultura, Filipe Zau, afirmou que a reabertura transcende a recuperação de um edifício. “Estamos perante a restituição de um espaço de memória ao povo angolano. Preservar o patrimônio não significa imobilizar, significa manter vivo o património”, disse.
O governante sublinhou que se trata de um bem de elevado valor arquitectónico, histórico e simbólico, e agradeceu à Sonangol, parceira que financiou a obra, e às equipas técnicas envolvidas.
Filipe Zau expressou igualmente reconhecimento ao Presidente da República, João Lourenço, pela prioridade atribuída à valorização da cultura e das infra-estruturas culturais.
O ministro referiu que a recuperação se insere na Política Cultural do Executivo, que inclui projectos como a Cinemateca Nacional, o Museu da Luta de Libertação Nacional, o Palácio das Artes e o Cine Tropical.
“Investir na cultura é investir na identidade, na coesão social e no desenvolvimento sustentável de Angola”, frisou.
O Cine-Teatro Nacional reabre, segundo o ministro, não como mero acervo de memória, mas como lugar de criação para o teatro, dança, música e cinema. “Este palco é vosso. Aos jovens criadores, digo que este espaço também vos pertence. Esta casa é património de todos nós”, declarou, ao anunciar oficialmente a reabertura do espaço.
O ministro da Cultura prometeu uma programação regular, diversificada e acessível para assegurar a sustentabilidade do espaço.
Erguido em 1932, este edifício atravessou diferentes épocas da nossa História e testemunhou importantes transformações da sociedade angolana. Ao longo de décadas, foi palco de artistas, espaço de encontro de públicos e lugar de manifestação de diferentes expressões culturais.
Classificado como Património Histórico-Cultural em 1994, o Cine-Teatro Nacional passou, assim, a integrar o conjunto de bens que testemunham a memória material e cultural do país e que, por essa razão, devem ser preservados e transmitidos às gerações futuras.
A recuperação deste espa- ço insere-se numa visão mais ampla de Política Cultural, que contempla igualmente projectos estruturantes e outras iniciativas destinadas a reforçar a rede de equipamentos culturais do país.
A sua reabertura representa, por isso, um compromisso renovado do Estado Angolano com a salvaguarda, valorização e utilização social do Património Cultural Nacional.




