O cineasta Mariano Bartolomeu defendeu, em Luanda, a utilização da Inteligência Artificial (IA) como ferramenta auxiliar no trabalho dos profissionais do sector Audiovisual, mas alertou para a necessidade de um uso consciente e racional da tecnologia.
Em declarações ao Jornal de Angola, à margem da quinta edição do Doc Luanda, o cineasta considerou igualmente fundamental que os jovens invistam na pesquisa e na formação, de modo a desenvolverem capacidade crítica e criatividade para acompanhar as rápidas transformações tecnológicas.
Para Mariano Bartolomeu, o sentido crítico não deve ser aplicado apenas à Inteligência Artificial, mas também à própria realidade. Nesse sentido, apelou aos jovens para que questionem aquilo que lhes é apresentado e procurem compreender as vantagens, limitações e consequências das novas tecnologias.
O cineasta realçou que é importante os profissionais do Audiovisual compreenderem o funcionamento da Inteligência Artificial e aprenderem a utilizá-la de forma responsável, evitando que a evolução tecnológica os ultrapasse.
Segundo Mariano Bartolomeu, é prematuro fazer uma avaliação definitiva sobre o impacto da mesma, tendo em conta a novidade da tecnologia e a velocidade com que tem evoluído.
O cineasta destacou que, apesar dos avanços tecnológicos, o ser humano continua a desempenhar um papel central no processo criativo. Por essa razão, defendeu uma postura de atenção e questionamento perante os conteúdos produzidos ou disponibilizados pela IA.
Ao abordar a necessidade do país acompanhar a evolução tecnológica, recordou uma experiência profissional realizada nos Estados Unidos da América, durante a fase de expansão da Internet.
Na altura, produziu um programa-piloto sobre tecnologia, com o propósito de o apresentar em Angola, por meio da Televisão Pública de Angola (TPA). O projecto, disse, pretendia dar a conhecer ao público angolano a experiência e avanços tecnológicos nos Estados Unidos da América, através de entrevistas a personalidades ligadas ao sector.
Maria Hengo




