A presença de companhias portuguesas na programação da 11.ª edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), hoje, amanhã e sábado, reforça, neste ano, o carácter internacional do evento, com um plano que privilegia o intercâmbio cultural, a valorização das artes cénicas, a formação e a reflexão sobre os diferentes processos de produção e montagem de espectáculos.
Para hoje, às 16h30, entra em cena a primeira das três companhias portuguesas que se encontram no país. Trata-se do grupo Teatro Plage, com a peça infantil “Vamos para Bremen”, que vai actuar na Fundação Arte e Cultura, na Ilha do Cabo, em Luanda. O espectáculo é adaptado do clássico conto “Os Músicos da Cidade de Bremen”, dos Irmãos Grimm. O encerramento dos espectáculos do dia está a cargo da companhia angolana Miragens Teatro, que entra em cena, às 19h00, no Elinga Teatro, com a peça “Rosto de Loanda a Luanda”, que homenageia figuras e factos marcantes dos diferentes momentos da História da capital do país. Na continuidade dos espectáculos da programação do CIT, amanhã, às 19h00, o Teatro do Avesso vai apresentar, no Elinga Teatro, em Luanda, a comédia “Happy Hour”, baseada na obra original de Jean-Pierre Martinez. No sábado, encerra-se a participação dos grupos portugueses, com a entrada em cena da companhia Lobo Solitário, que apresenta o espectáculo “Damas da Noite”, às 19h00, no Elinga Teatro. Para sábado, está igualmente prevista a realização de uma mesa-redonda, às 16h00, dedicada à produção, mobilidade artística e realização de festivais. O grupo Avesso, responsável pela organização e produção do Festival da Madeira, vai partilhar experiências relacionadas com a criação e gestão de festivais. Participa igualmente o encenador e director artístico Paulo Lage, que fundou a companhia portuguesa Teatro Plage, em 2017. Troca de conhecimentosDe acordo com o director-geral do Circuito Internacional de Teatro, Adérito Rodrigues “BI”, a iniciativa pretende criar oportunidades de contacto entre criadores angolanos e estrangeiros, permitindo a troca de conhecimentos e experiências sobre diferentes formas de criação, produção e apresentação de espectáculos. Para Adérito Rodrigues, estes momentos são fundamentais para que o CIT ultrapasse a dimensão de apresentação de espectáculos e se afirme como espaço de intercâmbio e desenvolvimento das artes cénicas.




