A preservação do Património Histórico e Cultural, bem como o fomento do Turismo Cultural e Religioso, estiveram entre os principais temas da Conferência Internacional sobre o Corredor do Kwanza, realizada, na sexta-feira, no município de Catete, província do Icolo e Bengo.
A conferência foi promovida pela Associação Chiandanda, numa colaboração com o Ministério da Cultura e o Governo Provincial do Icolo e Bengo, o encontro procurou estimular o debate sobre as dimensões histórica, culturais, económicas e turísticas do corredor, com particular atenção às comunidades ribeirinhas.
O vice-governador para o Sector Político, Económico e Social do Icolo e Bengo, Agostinho Pedro António, considerou que a iniciativa permite aprofundar o conhecimento sobre o passado, o presente e as perspectivas futuras do Corredor do Kwanza, contribuindo para a definição de Políticas Públicas destinadas à melhoria das condições de vida das comunidades.
O governante destacou o potencial da região para o desenvolvimento do turismo, com realce para o Parque Nacional da Quiçama e a Basílica da Nossa Senhora da Muxima, referências que podem contribuir para a promoção do Turismo Cultural e Religioso, atraindo visitantes nacionais e estrangeiros.
Segundo Agostinho Pedro António, o aproveitamento sustentável deste potencial vai estimular actividades nos sectores da Hotelaria e Turismo, criando postos de trabalho e fontes de rendimento para as comunidades. Defendeu igualmente a melhoria das vias de acesso para facilitar a circulação de turistas e o escoamento da produção agrícola.
Por sua vez, o coordenador da Associação Chiandanda, Domingos Eduardo, destacou a necessidade de conferir maior visibilidade ao Corredor do Kwanza, pela sua importância na história e na formação da identidade nacional.
“É aqui o grande berço da nacionalidade angolana. Foi aqui que nasceu e foi a capital do Reino do Ndongo”, referiu.
Domingos Eduardo defendeu o reforço das iniciativas de preservação e valorização do Património Histórico e Cultural associado ao Corredor, referindo existir uma iniciativa do Governo angolano para, junto da UNESCO, propor a sua inscrição como Património Histórico e Cultural da Humanidade.




