CPP arranca em Moçambique primeira etapa da Rede Lusófona de mentoria paralímpica

O Comité Paralímpico de Portugal (CPP) inicia na Terça-feira, 03, em Moçambique, a primeira etapa da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, um programa de cooperação que visa fortalecer competências, estruturas e estratégias de desenvolvimento nos países de língua portuguesa.
“Esta rede simboliza o compromisso dos países de língua portuguesa com um movimento paralímpico mais forte, inclusivo e sustentável. Esta primeira etapa pretende capacitar pessoas, reforçar instituições e criar oportunidades para atletas e técnicos”, disse Jorge Carvalho, coordenador do projecto.
O responsável explicou que o projecto a desenvolver em Maputo, entre Terça-feira e Sábado, baseia-se num “conceito de partilha de experiência e conhecimento” e vai além da formação presencial, pressupondo, posteriormente acções à distância e uma mentoria que prevê um acompanhamento até os Jogos Paralímpicos Los Angeles 2028.
Jorge Carvalho lembra que o projecto deverá decorrer durante todo o ciclo paralímpico, e destaca os seus dois grandes objectivos: o do desenvolvimento do desporto numa perspectiva de base ao topo, e o de apoiar toda a participação, ao nível de gestão, em Jogos Paralímpicos.
José Manuel Lourenço, presidente do CPP, encara este projecto como “o materializar de uma ambição” e um “reconhecimento do IPC da capacidade de Portugal desenvolver este trabalho de cooperação”.
“Este projecto traduz, na prática, a capacidade de a cooperação entre instituições lusófonas gerar impacto real no desenvolvimento do desporto paralímpico. Ao investir na formação de atletas, treinadores, classificadores e gestores, estamos a reforçar competências locais, a consolidar estruturas e a criar condições para um crescimento sustentado em cada país parceiro”, refere.
O líder do CPP, diz a Lusa, considera que o “mais importante é o efeito que esta rede poderá deixar no futuro do movimento paralímpico lusófono” e lembra que “o objectivo não é apenas ir ensinar, o objectivo é, por um lado, passar conhecimentos, mas também aprender com a experiência destes países”.


