A Campanha Nacional de Recolha de Artefactos para o Museu da Luta de Libertação Nacional, lançada recentemente pelo Executivo, continua a registar uma resposta positiva por parte de personalidades individuais, organizações públicas e privadas.
O contributo à iniciativa tem-se consubstanciado na entrega de peças diversas e objectos pessoais, como cartas, armas, rádios, cassetes, facas, colheres e outros que os familiares tenham usado durante este período ímpar da história nacional.
A campanha, dirigida pelo Ministério da Cultura, conta com equipas encarregadas da recepção e tratamento do espólio, que estão a ser entregues em vários locais. Em Luanda, por exemplo, a recolha está a ser feita nos museus de Antropologia, Escravatura e na Casa Museu Óscar Ribas.
Nas demais províncias, o material é recepcionado pelas direcções provinciais da Cultura.
Em declarações ao Jornal de Angola, o porta-voz da campanha, Hermenegildo João, esclareceu que todo o material recebido vai passar por um crivo, para ser aferido se, de facto, está ligado ao período da luta armada ou à Casa de Reclusão. “Nem todo o material fará parte das exposições do Museu, algum vai ser encaminhado aos depósitos para fazer parte de outras exposições, ou então para exposições itinerantes”, pontualizou.
Questionado sobre o número de peças recolhidas até ao momento, o responsável não pôde quantifica-lo, mas disse existir já um número considerável, que deverá aumentar muito mais nos próximos tempos.
As obras de restauração e apetrechamento do futuro Museu da Luta de Libertação Nacional estão em curso na Fortaleza São Francisco de Penedo, em Luanda. O monumento parte de um conjunto defensivo que, entre os séculos XVII e XIX, protegeu a cidade de Luanda.




