Caxito – O director municipal da Cultura do Dande, Domingos Gomes Pascoal defendeu hoje a necessidade do reforço das acções de preservação e divulgação do Ndembe, tendo em conta a importância da dança para a identidade cultural das populações locais.
Caxito – O director municipal da Cultura do Dande, Domingos Gomes Pascoal defendeu hoje a necessidade do reforço das acções de preservação e divulgação do Ndembe, tendo em conta a importância da dança para a identidade cultural das populações locais.
Em declarações à imprensa, no âmbito do projecto Bengo por Dentro, o responsável frisou que a preservação e valorização da dança tradicional Ndembe, originária da comuna do Quicabo, município do Dande, continua a constituir um dos principais desafios dos promotores da cultura local.
Defendem maior envolvimento da juventude na salvaguarda desta manifestação cultural.
Domingos Pascoal informou que actualmente existe apenas um grupo denominado Ndembe do Quicabo que mantém viva esta tradição,
Segundo explicou, a dança era anteriormente designada por Ndembe do Úcua, tendo posteriormente passado a ser identificada como Ndembe do Quicabo, em função da sua ligação histórica e cultural à referida comuna.
Lamentou a falta de valorização da dança, situação que, na sua opinião, tem contribuído para a desmotivação dos praticantes e para a perda gradual de alguns dos seus elementos tradicionais.
Apesar dos constrangimentos, Domingos Pascoal mostrou-se optimista quanto ao futuro da manifestação, defendendo que as mudanças resultantes da nova Divisão Político-Administrativa poderão contribuir para o reforço das acções de preservação e divulgação do Ndembe.
“Vamos segurar novamente o Ndembe e trabalhar para que seja uma dança reconhecida a nível nacional e internacional”, afirmou o responsável da cultura no município do Dande.
Por sua vez, o administrador comunal do Quicabo, Orlando Sebastião, afirmou que o Ndembe praticado naquela localidade possui características próprias e está directamente ligado à história e às tradições das populações locais.
Frisou que antigamente a dança Ndembe estava associada ao regresso dos caçadores às aldeias com os animais abatidos, constituindo uma forma de manifestação de alegria e celebração pela caça conseguida, numa tradição que foi transmitida de geração em geração.
Com o decorrer do tempo, acrescentou, o Ndembe evoluiu e deixou de ser praticado apenas por ocasião do regresso dos caçadores, passando a afirmar-se como uma importante manifestação da identidade cultural da comuna do Quicabo.
“O nosso Ndembe é a nossa realidade, é a nossa história, é a nossa dança”, sublinhou
Reiterou o compromisso da administração comunal em incentivar, sobretudo entre a juventude, a preservação e divulgação desta manifestação cultural. FS/CJ/DP




