A digitalização do acervo da Biblioteca Provincial da Huíla é uma das prioridades do Governo Local, segundo o director do Gabinete da Cultura e Turismo, Tiago Pinto.
Em declarações ao Jornal de Angola, o director da Cultura e Turismo informou que a iniciativa da digitalização é da Associação de Autores da Huíla (ASA-Huíla), do grupo Água Preciosa, instituição que prometeu oferecer “10 tablets”. O processo de digitalização conta com a parceria da Delegação Provincial da Educação e das universidades locais.
Ao se debruçar sobre os 45 anos de existência da Biblioteca Provincial, assinalado a 1 do mês em curso, o responsável reconheceu ser “muito urgente” uma melhoria nas infra-estruturas ou a construção de uma nova biblioteca, uma vez que as condições oferecidas para os leitores não são as melhores, tendo em conta o estado de conservação dos livros, alguns com mais de 300 anos de existência, outros com 200 e 100 anos após a publicação.
A digitalização, adiantou, evita o rápido desgaste ou deterioração física dos livros, “garantindo melhor conservação, em que o leitor já não vai ter acesso aos livros, mas vai ter tablets para consulta e leitura digital, pagando uma taxa”.
Com a digitalização, os leitores vão ter “tablets” para fácil consulta digital, bem como leitura das obras disponíveis, deixando de ter contacto físico com os livros (impressos), o que, na óptica do responsável, ajuda na preservação do acervo bibliográfico.
Além da digitalização, o Gabinete da Cultura e Turismo tem em vista a reabilitação total do espaço, devido a deterioração das instalações, poluição sonora e infiltrações de água, raios solares e poeira que têm causado danos ao edifício e aos livros, respectivamente.
“Pensamos na reabilitação completa, com a inserção de vinis nas janelas tanto da parte frontal quanto da parte posterior, evitando a entrada excessiva de raios solares, bem como a colocação de aparelhos de ar condicionado para a climatização do ambiente, evitando calor e humidade excessivos”, justificou.
Uma segunda opção, caso não se concretize a reabilitação, vai ser a construção de uma biblioteca de raiz, uma vez que existem espaços, porém, “faltam verbas para que se possa financiar a construção de uma nova biblioteca”, assegurou o responsável do sector.
“Embora exista a pretensão de se construir uma nova biblioteca e há terreno em vista, porém, faltam as verbas para a sua materialização. Se for reabilitação, deve ser completa, ou seja, todo o edifício, por causa da poluição”, frisou.
Situada no rés-do-chão do edifício da Delegação Provincial da Educação, na Avenida Deolinda Rodrigues, a porta e as janelas estão em paralelo à avenida o que permite a absorção de todo o ruído das viaturas que por ali circulam. Tem havido total poluição sonora em contraste com o silêncio exigido pelos leitores.
A insegurança quer das instalações quer dos livros, que, muitas vezes, sofrem furto por parte dos leitores, foi reconhecida pelo director, tendo adiantado que anteriormente os leitores ficavam à vontade com pastas ou mochilas na sua posse, o que facilitava o roubo de livros, “hoje, as mochilas ou pastas ficam guardadas distantes dos leitores, evitando o roubo das obras”.




