Um número expressivo de bailarinos e dançarinos mostrou, no domingo, na Ilha do Cabo, em Luanda, a força e a expressão do semba e da kizomba durante a primeira edição do Festival Cultural e de aproximidade “Baza Kizomba Home”.
O evento reuniu bailarinos, dançarinos e novos talentos provenientes de várias zonas de Luanda e de outras províncias, numa iniciativa destinada a valorizar os dois estilos, divulgar as suas raízes e promover o conhecimento sobre a História da cultura e dos ritmos angolanos.
Além das apresentações de dança, o programa contou com a actuação do histórico agrupamento Os Jovens do Prenda, que apresentou alguns dos seus maiores sucessos e animou a “roda de dança”, levando os passistas a ocupar a pista.
O festival tem como objectivo valorizar e projectar a kizomba e o semba a nível nacional e internacional. Entre as metas da organização, está também a criação da maior coreografia dos dois estilos, considerados importantes expressões do património cultural angolano.
“Passaporte de Angola”
Além das coreografias colectivas, o evento serviu para seleccionar os 22 pares de bailarinos que vão disputar a final do Festival Nacional de Dança, integrada na Expo-Cultura Angola, prevista para Novembro.
Em declarações ao Jornal de Angola, o mentor do projecto “Baza Kizomba Home”, Gabriel Cabinda, explicou que a iniciativa pretende contribuir para a projecção de Angola noutros continentes através da kizomba, estilo que considera ter alcançado uma dimensão mundial.
“Há países da Europa que são denominados como a capital da kizomba, e isso nos faz organizar o festival e mostrar ao mundo que o estilo é nosso”, afirmou.
Gabriel Cabinda considera a kizomba um “passaporte de Angola”, destacando a sua particularidade enquanto dança do “abraço”, por aproximar pessoas mesmo sem existir uma relação prévia entre as mesmas.
“A kizomba é a isca que atrai turistas ao país, no sentido de perceberem, de forma esclarecedora e com maior profundidade, este estilo de dança e, além disso, conhecerem a História de Angola”, afirmou.
Para o coreógrafo Mukano Charles, o “Baza Kizomba Home” constitui um projecto de grande impacto por proporcionar um espaço de encontro entre bailarinos e contribuir para a valorização da dança.
O também responsável pelo Concurso Nacional de Dança explicou que o festival serviu igualmente para seleccionar e apresentar os 22 bailarinos que vão disputar a final da competição, integrada na Expo-Cultura Angola, que decorre de 5 a 8 de Novembro do ano em curso.
Por seu turno, o bailarino e concorrente do Concurso Nacional de Dança, Gessy Lemos, aplaudiu a iniciativa, considerando que o festival contribui para dar maior visibilidade aos bailarinos e promover a cultura nacional.
“Até então nunca existiu nenhum festival no país de dança kizomba e semba. Com esta iniciativa, devemos aplaudir os promotores e almejamos que o projecto continue enraizado e tenha pernas para andar”, afirmou.




