Sumbe – Fazedores de cultura da província do Cuanza-Sul, defenderam hoje, no Huambo, maior apoio institucional ao sector, com vista ao incentivo à produção artística e ampliação das oportunidades para os agentes culturais.
Sumbe – Fazedores de cultura da província do Cuanza-Sul, defenderam hoje, no Huambo, maior apoio institucional ao sector, com vista ao incentivo à produção artística e ampliação das oportunidades para os agentes culturais.
Os artistas falava no encontro de auscultação da administradora do município do Sumbe, Maria Sumano, que analisou as principais dificuldades da classe no exercício da actividade.
Durante o encontro, os participantes apontaram a falta de instrumentos musicais, materiais de trabalho, indumentárias, espaços adequados para a realização de espectáculos, apoio financeiro e meios de transporte para a deslocação aos diferentes municípios da província.
O músico Hericson Pedro defendeu maior apoio e reconhecimento aos artistas locais, sobretudo, nas actividades de âmbito provincial.
“Temos muitos problemas de vária ordem, principalmente, relacionados com materiais de trabalho. Por isso, precisamos de mais reconhecimento e de oportunidades para mostrar aquilo que bem sabemos fazer”, afirmou.
Defendeu a necessidade de maior humildade, organização e dedicação para que a classe possa alcançar os seus objectivos.
Por sua vez, a cantora infantil Pérola do Sul solicitou maior atenção aos artistas infantis, sobretudo, na divulgação e expansão das suas obras.
Segundo a cantora, a existência de uma banda poderá contribuir para o acompanhamento dos músicos e para o desenvolvimento das actividades culturais no município.
O director municipal da Cultura do Sumbe, Borges Gumba, explicou que o encontro teve como propósito auscultar os principais problemas dos fazedores de cultura e arte e conhecer as necessidades dos diferentes segmentos da classe artística e cultural.
Afirmou que a iniciativa serviu para promover um espaço de diálogo aberto para a reflexão conjunta sobre mecanismos de valorização e divulgação dos artistas e das manifestações culturais e artísticas do município.
Apontou a necessidade de identificar oportunidades de apoio, formação e capacitação dos fazedores de cultura, bem como encontrar soluções para os principais constrangimentos que afectam o sector.
A administradora do Sumbe, Maria Sumano, aconselhou os fazedores de cultura e arte a organizarem-se em associações e a procurarem integrar estruturas representativas da classe.
“Temos que saber, em primeiro lugar, organizar-nos, saber quem é quem e onde estão, não podemos trabalhar de forma empírica”, afirmou.
Referiu que o município não dispõe de uma estrutura representativa que congregue os fazedores de cultura e músicos, que a falta de organização poderá dificultar o acesso a apoios e o desenvolvimento das actividades do sector.
A administradora considerou produtivo o encontro, que contou com a participação de 100 fazedores de cultura. CIJ/FF/ALH




