O Festival Tradicional da Cultura Mbunda assume-se, desde segunda-feira, na província do Moxico, como um espaço estratégico de reencontro entre comunidades espalhadas por Angola e por vários países da região.
A afirmação é do Rei Mwene Mbandu V, proferida ontem na vila de Yimbala. Em declarações ao Jornal de Angola, o soberano explicou que o festival tem promovido uma rica partilha de tradições, conhecimentos e manifestações culturais entre as comunidades Mbunda originárias dos municípios de Ninda, Chiume, Lutembo, Cangamba, Alto Cuito, Lucusse e Léua.
Diante da magnitude do evento — que reúne cerca de oito mil convidados vindos de várias regiões de Angola, da Namíbia e da Zâmbia —, o monarca defendeu a necessidade de se reforçar a logística de acolhimento aos participantes.
A recepção dos visitantes na sede municipal de Lumbala Nguimbo arrancou no início da semana, mobilizando a comunidade para um dos seus principais momentos de celebração, valorização e transmissão identitária.
Para garantir o sucesso da organização, o Rei Mwene Mbandu V explicou que foram solicitados apoios ao Executivo Central — através dos Ministérios da Cultura, da Administração do Território e da Defesa —, sublinhando que o Governo Provincial do Moxico tem prestado auxílio dentro das suas disponibilidades financeiras.
Para o historiador e estudioso Pedro Chacais, a realização desta festividade é uma oportunidade ímpar para exaltar a dança, os cânticos e os costumes locais.
“A festa da comunidade Mbunda representa dança, cânticos, identidade, usos e costumes. É uma forma de dignificar os nossos ancestrais, que nos transmitiram ensinamentos tradicionais e valores de respeito pela cultura”, explicou o especialista, lembrando que o festival funciona como uma homenagem viva aos antepassados e uma salvaguarda para as próximas gerações.




