Luanda - O Festival Internacional de Cinema (FIC) de Luanda 2026, durante cinco dias, vai promover filmes angolanos, capacitar profissionais e estabelecer relações com mercados e instituições internacionais, anunciou esta terça-feira, na capital do país, a organização do evento.
Luanda - O Festival Internacional de Cinema (FIC) de Luanda 2026, durante cinco dias, vai promover filmes angolanos, capacitar profissionais e estabelecer relações com mercados e instituições internacionais, anunciou esta terça-feira, na capital do país, a organização do evento.
De acordo com o director do FIC, Jorge Cohen, de 28 de Outubro a 2 de Novembro, a organização pretende igualmente dinamizar a cadeia económica ligada ao cinema e ao audiovisual.
Durante a apresentação do festival, na sua oitava edição, revelou que a programação deverá reunir mais de 100 filmes em exibição e 60 em competição, entre nacionais e internacionais nas categorias de curtas, longas metragens e documentários.
Sublinhou que o festival prevê juntar mais de seis mil pessoas e possui um orçamento de 160 milhões de kwanzas.
De acordo com Jorge Cohen, a organização decidiu considerar filmes realizados ou lançados nos últimos três anos, permitindo uma maior representação da produção nacional.
Lembrou que o regresso do FIC de Luanda, paralizado durante três anos, deve servir não apenas para apresentar filmes, mas também para criar oportunidades, aprendizagem e intercâmbio entre profissionais da "Sétima Arte".
Ressaltou que a programação de curtas-metragens pretende ainda privilegiar realizadores jovens, vozes emergentes, animação e propostas para desafiarem as formas tradicionais de fazer cinema, numa perspectiva de descoberta de talentos para o futuro do audiovisual angolano.
Deu a conhecer que até ao momento, a organização registou 25 inscrições em curtas-metragens, nove em longas-metragens de ficção e sete em documentários.
Por ocasião, o director da Agência Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (ANICC), Asdrubal Relevo referiu que a instituição decidiu retomar o FIC Luanda como parte de uma estratégia mais ampla de valorização das indústrias culturais e criativas.
Informou que a agência não se limita ao cinema e ao audiovisual, mas a áreas como literatura, artes plásticas, teatro, dança, artesanato,gastronomia e moda.
“A ANICC não é só cinema e audiovisual é tudo aquilo que agrega valor às artes, às indústrias culturais e criativas”, sublinhou Asdrubal Revelo, defendendo a necessidade de criar condições para aumentar a produção, distribuição, exibição e formação dos profissionais do sector.
A retoma do festival, numa promoção da ANICC, insere-se nas acções previstas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027 para o apoio aos festivais, à produção e às indústrias culturais e criativas. AB/VIC




