O filme de produção nacional “Por Jade”, distinguido em festivais internacionais na Grécia e na Hungria, volta a participar de 1 a 11 de Outubro deste ano, na capital portuguesa, Lisboa, na 17.ª edição do Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (FESTIN).
A informação foi prestada, ontem, ao Jornal de Angola, pelo produtor Tadisi Nsangu Baruch, que explicou que participar num festival de cinema em Portugal é prova de que o trabalho árduo da equipa que produziu “Por Jade” está a ser reconhecido a nível internacional, o que motiva ainda mais os técnicos e actores envolvidos.
Para o produtor, a mensagem e a realidade angolana que o filme transmite ao público internacional estão relacionadas com a necessidade de conhecer as diferentes culturas, reforçando que, quando se trata de um casamento constituído por pessoas de diferentes culturas, o amor deve ser o suporte da relação, que pode sofrer quando não se está preparado para enfrentar os grandes desafios culturais.
Essa participação, que, em primeiro lugar, coloca em evidência a língua portuguesa, destacou o realizador, pode ser um caminho para que o filme “Por Jade” seja projectado noutros países lusófonos e contribua para dar a conhecer a cultura e o turismo angolano, por intermédio do cinema.
“Queremos vender Angola para o mundo lusófono e conquistar um lugar no mundo do cinema lusófono. Vamos aproveitar para fazer a promoção da segunda parte do filme, ‘Por Jade 2’, que vai sair em breve e promete muitas emoções”, disse.
A longa-metragem conta a história de Suzana, uma angolana que se apaixona pelo comerciante maliano Bakary, radicado em Angola. Os dois casam-se, e, passados três anos, Bakary é chamado pela sua tribo de origem para resolver assuntos ligados à herança da família. Suzana decide ir com o marido e leva a filha de três anos, Jade.
Já no Mali, Suzana acaba por descobrir que Bakary já tinha três esposas, sendo obrigada a viver na mesma residência que as outras três mulheres.




