Luanda — Uma exposição colectiva de artes plásticas de nove artistas angolanos, “Cosmos e Natureza”, contendo 16 quadros, foi inaugurada esta quarta-feira, em Luanda, pela galeria Tamar Golan.
Luanda — Uma exposição colectiva de artes plásticas de nove artistas angolanos, “Cosmos e Natureza”, contendo 16 quadros, foi inaugurada esta quarta-feira, em Luanda, pela galeria Tamar Golan.
Inspirada no texto crítico da mostra, a exposição divide-se entre a representação da natureza e do quotidiano social angolano, evidenciado o trabalho das zungueiras, o sorriso das crianças, ancestralidade e a dimensão do cosmos, associada à espiritualidade, religiosidade e sentimentos invisíveis.
Esta crítica analisa uma colecção pictórica que articula ancestralidade, crítica social e linguagem contemporânea. Longe de ser mera ornamentação, o acto de pintar é apresentado como um exercício ontológico de cartografia da identidade e resistência da arte africana no cenário global.
Com equilíbrio entre densidade conceitual e rigor técnico, a exposição desconstrói formas para revelar a pulsação do invisível e visível através das pinturas. As obras convidam o espectador a olhar além da superfície, interrogando a história e reafirmando a constante reinvenção da pintura contemporânea.
Em declarações à imprensa, o director adjunto da fundação arte e cultura, Xavier Narciso, sublinhou que a amostra dos artistas Nkosi, Kondi Kiyamba, Bozene, Sérgio Embanga, Leo Didi, Pedro Masisa, Jlzar, Johnson Mufaba, Jorvi Mwananzamb, ficará patente até ao dia 9 de Setembro e as visitas podem ser feitas de forma gratuitas de segunda a sexta-feira.
Salientou que o evento celebra a trajectória dos criadores e reafirma o papel da galeria como trampolim para a sustentabilidade das carreiras artísticas.
Xavier Narciso enquadrou o evento na dinâmica da fundação, que promove 12 exposições por ano, combinando a candidatura de novos talentos ao convite de figuras consolidadas para servirem de referência à nova geração.SJ/DP



