O grupo Teatro Plage, de Portugal, apresentou, na quinta-feira, na Fundação Arte e Cultura, em Luanda, a peça “Vamos para Bremen” numa iniciativa que levou às crianças angolanas uma mensagem de união, amizade e ajuda mútua.
A exibição da obra infantil enquadrou-se na 11.ª edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que decorre até ao dia 18 de Setembro, sob o lema “Um regresso a Luanda: resgatar tradições e celebrar a cultura”.
Em declarações ao Jornal de Angola, no fim do espectáculo, o director do grupo Teatro Plage, Paulo Large, mostrou-se satisfeito por participar, mais uma vez, no CIT, destacando a alegria de apresentar uma nova peça, preparada com especial carinho para o público infantil.
“Tentamos, com a peça multidisciplinar, mostrar às crianças o valor da união, de que juntos somos mais fortes e conseguimos ultrapassar desafios que sozinhos poderiam parecer difíceis. Queremos que percebam que a amizade, a ajuda mútua e o respeito pelo outro são fundamentais para construirmos uma sociedade melhor”, disse.
De acordo com o director, o CIT representa sempre uma oportunidade de confraternização, partilha e aproximação entre artistas de diferentes países, permitindo a troca de experiências e o contacto com novas formas de fazer teatro.
“A participação no festival fortalece os laços entre os grupos e contribui para o crescimento artístico e profissional dos envolvidos”, disse.
Paulo Large felicitou igualmente o trabalho desenvolvido pelos grupos de teatro angolanos, destacando a qualidade das produções e o empenho dos artistas na valorização e divulgação das artes cénicas no país.
“Acompanho o trabalho dos grupos em Angola e em vários outros países. Estou muito impressionado com o crescimento do teatro angolano”, afirmou.
O espectáculo contou com a participação de várias crianças, que se mostraram animadas com a exibição.
O pequeno Miguel Rui, de 11 anos, disse ter gostado da experiência, sobretudo por ter acompanhado uma história diferente das que costuma a assistir.
“Foi muito divertido ver os actores no palco. Gostei das músicas e das personagens e também aprendi que devemos confiar uns nos outros e não desistir quando aparece uma dificuldade”, contou.
Por outro lado, Domingas Fonseca, de nove anos, também se mostrou muito encantada com a peça, declarando que gostaria de vê-la em outras ocasiões.
Programação da semana
A programação da semana do festival reservou para ontem a exibição da comédia “Happy Hour”, baseada na obra original de Jean-Pierre Martinez, pelo colectivo português Teatro do Avesso, no Elinga Teatro, em Luanda.
Hoje, encerra-se a participação dos grupos portugueses, com a entrada em cena da companhia Lobo Solitário, que apresenta o espectáculo “Damas da Noite”, às 19h00, no mesmo local.
Ainda hoje, está igualmente prevista a realização de uma mesa-redonda, às 16h00, dedicada à produção, mobilidade artística e realização de festivais. O grupo Avesso, responsável pela organização e produção do Festival da Madeira, vai partilhar experiências relacionadas com a criação e gestão de festivais. Participa igualmente o encenador e director artístico Paulo Lage, que fundou a companhia portuguesa Teatro Plage, em 2017.
O CIT é promovido com o objectivo de celebrar as artes, promover troca de experiências e valorização de personalidades que contribuem para o fortalecimento da cultura, a gala de homenagem e abertura oficial do festival decorreu no passado dia 26 de Julho, no Hotel Epic Sana, em Luanda.
De 11 a 18 de Setembro próximo, a etapa final da 11.ª edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT) vai estender-se à província do Namibe, reunindo mais de 40 artistas nacionais, companhias estrangeiras para promover mais de 50 espectáculos, além de acções de formação destinadas ao fortalecimento das artes cénicas.
Sob o lema “Um regresso a Luanda: resgatar tradições e celebrar a cultura”, o CIT conta com a participação de três grupos de teatro de Moçambique, três de Portugal, dois do Brasil e um da República Democrática do Congo.




