A falta de salas de espectáculos, na província de Benguela, está a dificultar a apresentação regular de peças teatrais ao público e a condicionar o desenvolvimento das artes cénicas, segundo a directora do grupo tradicional Ballet Bismas das Acácias, Deolinda Trindade.
A responsável considerou que o teatro na província está “um pouco abaixo” do nível desejado, sobretudo devido à insuficiência de espaços adequados para a apresentação de espectáculos e para o contacto dos grupos com os apreciadores das artes cénicas.
Apesar das dificuldades, Deolinda Trindade destacou o trabalho desenvolvido por vários grupos, entre os quais o Tuayovoka, Monumental Teatro, grupo Dr. Steve e Ballet Bismas das Acácias, que continuam a promover actividades teatrais na província.
A directora da instituição explicou que a falta de espaços tem obrigado o grupo a recorrer, em muitos casos, a apresentações por encomenda, situação que limita a possibilidade de realizar espectáculos regulares e de estabelecer um contacto mais permanente com o público.
“O teatro não deixa de ser feito, mas, muitas vezes, fazemos teatro por encomenda, por falta de espaço”, afirmou.
De forma a contribuir para o desenvolvimento das diferentes áreas culturais, Deolinda Trindade defendeu a criação de uma escola de artes na província, capaz de acolher artistas e promover a formação nas várias disciplinas culturais.
Segundo a responsável, a criação da escola permitiria fortalecer a formação artística e criar melhores condições para o surgimento e desenvolvimento de novos talentos.
A falta de espaços para a realização de espectáculos, acrescentou, continua a constituir um dos principais constrangimentos ao crescimento do teatro em Benguela.
Deolinda Trindade revelou que o sector aguarda com expectativa a recuperação e entrega do Cine-Teatro Monumental, uma das mais antigas e históricas.




