O coreógrafo angolano Inocêncio de Oliveira considerou que a formação, que frequenta desde quinta-feira, no Brasil, em áreas ligadas às Indústrias Culturais e Criativas, pode trazer subsídios importantes para a realidade angolana, sobretudo na profissionalização, organização e sustentabilidade do Carnaval.
Em declarações ao Jornal de Angola, o professor e coreógrafo defendeu que os conhecimentos que vão ser adquiridos durante 12 meses no ciclo formativo vão poder ajudar a encontrar novas estratégias e dar subsídios para melhorar a realização e produção do Carnaval no país, como um produto cultural mais atractivo, competitivo e comercial, sem perder a sua identidade.
“Esta formação está a ser de grande valia, visto que muitos esforços continuam a ser conjugados para transformar o nosso Carnaval num produto mais atractivo e comercial, bem como melhorar a gestão interna dos grupos, no que diz respeito à sua preparação e sustentabilidade”, afirmou.
Inocêncio de Oliveira encontra-se, desde quarta-feira, no Estado de São Paulo, em representação do Ministério da Cultura de Angola, a participar num ciclo de formação promovido pela Universidade Zumbi dos Palmares, que conta com a representação de técnicos de várias geografias e outros profissionais ligados às áreas do Carnaval, Economia Criativa e Gestão Cultural.
O curso de “Aderecista e Carnavalesco”, estruturado em três módulos, com a duração de quatro meses cada, disse, tem como principal objectivo de preparar profissionais para actuarem directamente na cadeia das Indústrias Culturais e Criativas, com particular incidência na produção e organização dos desfiles carnavalescos.
O programa aborda matérias relacionadas com a Elaboração de Enredos, Produção de Carros Alegóricos, Cenografia, Criação de Adereços de Gestão Cultural, Programação e Confecção de Fantasias, áreas consideradas fundamentais para a concepção e execução de um desfile de Carnaval.
Para o coreógrafo, a experiência brasileira pode servir igualmente para reflectir sobre modelos que possam ser adaptados ao contexto angolano, sobretudo na capacitação dos integrantes dos grupos e na criação de mecanismos que contribuam para a sustentabilidade dos grupos carnavalescos.




