O cineasta e produtor franco-camaronês Jean-Marie Teno mostrou-se satisfeito por ser homenageado com o Troféu “Sarah Maldoror”, na V edição do Festival Internacional de Cinema Documental (DocLuanda), que decorre de 23 a 29 do mês em curso.
Em declarações ao Jornal de Angola, à margem da cerimónia realizada na sexta-feira, no Shopping Fortaleza, em Luanda, o realizador considerou importante estar presente num festival dedicado ao cinema documental, género que é a sua especialidade.
Segundo o produtor que é uma grande honra estar presente para receber o prémio. “É muito importante ser convidado para um festival de cinema documental, especialmente neste formato”, afirmou.
Jean-Marie Teno referiu-se que a distinção representa mais um grande reconhecimento na sua carreira.
“Estou muito feliz por receber este prémio. Sarah Maldoror foi a primeira grande realizadora angolana no mundo do cinema e marcou profundamente a História cinematográfica de Angola, de África e do mundo. Por isso, gostaria de agradecer por receber este prémio, até porque a conheci muito bem”, sublinhou.
Segundo o responsável do DocLuanda, Jorge António, a escolha insere-se na filosofia do Troféu, criado na III edição para homenagear figuras de referência do documentário internacional. “Este ano decidimos
premiar o Jean-Marie Teno porque, no ano passado, tivemos o americano Bill Woodberry. Quisemos ter alguém do continente africano. O Jean-Marie Teno é um dos cineastas mais respeitados internacionalmente e os seus filmes circulam e ganham prémios", explicou.
Cineasta de referência Jean-Marie Teno desenvolve um trabalho documental que incide sobre a história colonial, a memória e as realidades políticas e sociais africanas, através de um cinema ensaístico que combina arquivo, testemunho e documentário contemporâneo.
O realizador conta com filmes exibidos e premiados nos principais festivais internacionais, consolidaram-no como uma das vozes mais importantes do cinema documental africano.




