A artista japonesa Kamari Maeda proporcionou, na tarde de sábado, em Luanda, uma performance de Shodō (caligrafia tradicional japonesa), tendo oferecido duas das obras produzidas durante a iniciativa ao Museu Nacional de Antropologia, no âmbito das celebrações dos 50 anos de relações diplomáticas entre Angola e Japão.
O criador explicou que a prática do Shodō assenta na concentração, harmonia e na procura permanente da perfeição, destacando igualmente a ideia de ligação presente nas obras apresentadas.
Manifestou ainda o desejo de que a amizade entre Angola e o Japão se prolongue por mais 50 anos e revelou interesse em conhecer outras cidades angolanas durante a sua estada no país.
Na ocasião, o embaixador do Japão em Angola, Hiroaki Sano, agradeceu o apoio prestado pelo Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores e pelo Museu Nacional de Antropologia para a feliz realização da iniciativa.
Por seu lado, o director-geral do Museu Nacional de Antropologia, Álvaro Jorge, que proferiu as palavras de abertura, destacou a importância histórica da comemoração destas cinco décadas de cooperação bilateral.
“Uma exposição de caligrafia japonesa exige concentração, harmonia e uma busca permanente pela perfeição, realçando a dimensão artística da prática”, referiu o director.
O programa contou ainda com a actuação do grupo angolano de música tradicional Nguami Maka, que interpretou diferentes temas do repertório nacional, reforçando, de forma efusiva, o encontro directo entre as culturas japonesa e angolana.
A iniciativa reuniu representantes do Governo de Angola, autoridades diplomáticas, entidades culturais e convidados, num programa inteiramente dedicado à amizade e ao intercâmbio cultural.
Ao longo destas comemorações, a Embaixada do Japão tem promovido várias actividades de intercâmbio, envolvendo música, dança e outras manifestações artísticas tradicionais, com a participação de criadores dos dois países.
Estas acções procuram aproximar as duas realidades, reforçar os laços existentes e criar novos espaços de diálogo e partilha, com a cultura a assumir um papel de charneira na aproximação dos dois povos.




