A Companhia de Artes Kupolo Njila brilhou em palco, na noite de sábado, com o espectáculo "Akombe", que deu arranque à nova programação cultural do Cine-Teatro Nacional, na Baixa de Luanda.
A apresentação, marcada pela força da tradição e da expressão corporal, celebrou a ancestralidade e os ritmos tradicionais inspirados na identidade cultural angolana. Com uma performance de entrega total, os bailarinos demonstraram grande cumplicidade em palco, numa celebração da raiz angolana que mereceu o aplauso demorado do público.
"É uma história que retrata a vida de uma jovem que, ao fazer a transição para a fase adulta, se vê obrigada a ir viver para a cidade. Mas, mesmo na cidade, não perde os hábitos e costumes e lembra-se de onde saiu. Decidiu levar a pessoa que a ama à sua terra natal, uma aldeia do município do Cuanza-Sul, e apresentar-lhe as suas raízes", explicou.
Segundo Milton Kilandabuka, a peça veio despertar a sociedade para a importância de não se esquecer das origens.
Em declarações ao Jornal de Angola, o responsável manifestou satisfação por serem os primeiros a pisar o espaço histórico nesta nova fase.
"O momento é de gratidão”, disse, concluindo que "Akombe" estreou em Maio de 2026, numa unidade hoteleira do país, passou pelo "Prova d'Arte" e chega agora ao Cine Nacional.
Adérito Rodrigues, uma das personagens principais, frisou que a obra é uma “viagem que nos faz recordar no tempo e no espaço. Primeiro por ser dança, segundo por estar ligada às histórias de Angola", afirmou.
Jane Jalide, uma das expectadoras, gostou e aprendeu mais sobre as raízes africanas e história dos nossos ancestrais. Mostrou-se satisfeita e honrada por pisar, pela primeira vez, o Cine Nacional.
Alice André




