O homenageado da XI edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), Manuel Gonçalves, considerou, ontem, em Luanda, o festival como um espaço de celebração das artes cénicas, da diversidade cultural e do diálogo entre os grupos nacionais e estrangeiros participantes.
A gala de distinção do CIT vai decorrer hoje, às 19h00, no Royal Plaza Hotel, em Luanda, e vai reunir artistas, fazedores de cultura, parceiros institucionais e personalidades ligadas às artes cénicas.
Para Manuel Gonçalves, o festival tem demonstrado, ao longo dos anos, resiliência e capacidade de inspirar novas gerações, e contribui para a reafirmação do valor da arte na sociedade angolana.
“Esta homenagem não é apenas individual. É também um reconhecimento do trabalho colectivo, das parcerias construídas ao longo do tempo e da confiança mútua entre instituições, artistas e público”, afirmou.
O homenageado, que exerce igualmente as funções de vice-governador de Luanda para o Sector Político e Social, disse receber a distinção com “profunda emoção e sentido de responsabilidade”, considerando-a um reconhecimento da sua trajectória e da dedicação ao serviço público na área da Cultura ao longo dos anos.
“Ser reconhecido pelo percurso, enquanto servidor público, e, simultaneamente, como homem ligado às artes e à cultura, representa uma enorme honra e uma responsabilidade para continuar a servir e a contribuir para o desenvolvimento cultural do país”, salientou.
Manuel Gonçalves destacou igualmente a programação da presente edição do CIT, e considerou que o festival foi “muito mais do que uma sucessão de espectáculos”.
“Assistir a alguns espectáculos foi uma experiência emocionante, sobretudo porque alguns dos grupos e peças fizeram referências à minha trajectória, revisitando momentos e caminhos que marcaram a minha vida de serviço público e de dedicação às artes e à cultura”, explicou.
A escolha de Luanda como tema da edição, segundo a figura de destaque deste ano do CIT, conferiu um significado especial ao festival, por se tratar de uma cidade marcada por múltiplas histórias, memórias, identidades e expressões culturais, que continuam a inspirar os artistas.
Manuel Gonçalves felicitou a organização, a cargo do projecto “Cultura para Todos”, pelo trabalho desenvolvido, e considerou que iniciativas desta natureza valorizam os artistas, aproximam o público do teatro e contribuem para a afirmação de uma cultura de qualidade.
“Quando valorizamos a arte e a cultura, estamos também a valorizar a nossa identidade, a nossa memória e aquilo que somos enquanto povo”, sublinhou.
A gala de encerramento da XI edição do CIT, em Luanda, vai entregar várias distinções, dentre as quais a Distinção do Grupo CIT 2026, o Prémio de Cenografia Luzingo Malembe, o Prémio Isabel André, o Prémio UBUNTU, da Casa UBUNTU, e o Prémio de Escrita para Teatro José Mena Abrantes.




