“Mbemba”é inspirado na filosofia da águia

O músico Kyaku Kyadaff já tem disponível nas plataformas digitais “Mbemba”, o seu mais recente álbum. O projecto discográfico inspira-se na filosofia da águia, simbolizando força, visão, superação e liberdade.
O conteúdo artístico e a essência conceptual do disco, que sucede aos álbuns “Igual ao Prazer” e “Se Hunguile”, foram apresentados na noite da última sexta-feira, no Hotel Epic Sana, em Luanda. “Mbemba” reafirma o compromisso do artista em produzir música de qualidade, valorizando a matriz cultural africana, as línguas nacionais e as narrativas que reflectem o quotidiano, as emoções e as vivências colectivas. Em declarações à imprensa durante o evento, o músico explicou que “Mbemba” é um termo em língua kikongo que se traduz para o português como “águia”. O cantor adiantou que, nos próximos meses, o trabalho também será editado em formato físico através de dispositivos pen drive. “A obra congrega o espírito africano e reforça a importância da valorização das línguas nacionais como instrumentos de preservação e transmissão dos costumes, hábitos e identidade cultural dos nossos povos”, acrescentou o músico. Kyaku Kyadaff frisou que o álbum apresenta uma fusão harmónica entre os idiomas africanos e a língua portuguesa, reflectindo a diversidade cultural do continente e a riqueza das suas tradições seculares. O alinhamento de “Mbemba” traz temas profundamente ligados à vida, ao amor e aos valores humanos, mantendo a sua habitual linha de composição orientada para as dinâmicas familiares, os desafios matrimoniais e a complexidade das separações. O disco destaca ainda a relevância dos laços afectivos duradouros e a valorização da convivência diária entre os casais, demonstrando que os momentos partilhados são fundamentais para a estabilidade das relações. Numa das faixas, o autor narra a história de um amor inicialmente tido como impossível que, através da persistência e da dedicação mútua, triunfa. O álbum inclui, de igual modo, duas homenagens especiais. A primeira dedicação é dirigida a Celsa Regina, simbolizando o afecto eterno; a segunda evoca Vieira Bembo, enaltecendo a importância do esforço paternal e a figura do homem que assume a protecção, o cuidado e o sustento da família como prioridades. Composto por oito faixas musicais, o grande destaque do álbum vai para a canção “Não Sou de Ferro”, que se converteu num fenómeno de popularidade nacional e internacional. A música conquistou o público e regista forte rotação nas estações de rádio, canais de televisão e plataformas digitais. A canção, que colhe grande projecção nas redes sociais através da partilha massiva por parte dos internautas, impulsionou significativamente o alcance comercial e institucional do novo disco. Para o artista, a recepção do público representa um motivo de profunda satisfação e orgulho, ao ver o seu terceiro trabalho de originais conquistar o carinho dos ouvintes e atingir uma dimensão mercadológica tão expressiva. Eduardo Fernandes Kyaku nasceu a 29 de Junho de 1982, em Mbanza Kongo. A génese do seu nome artístico provém do kikongo, onde Kyaku significa “teu”, enquanto Kyadaff resulta do acrónimo formado pelas iniciais do seu próprio nome e dos seus progenitores, Fineza e Fernandes. O músico é licenciado em Psicologia, docente universitário e conta com formação em regime de seminário. Entre as distinções acumuladas ao longo da sua carreira, destacam-se a conquista do prestigiado concurso Top dos Mais Queridos da Rádio Nacional de Angola em 2018 e a aclamação como Melhor Artista Lusófono na V edição dos AFRIMMA (African Music Magazine Awards). O seu palmarés inclui ainda troféus no Top Rádio Luanda, Angola Music Awards, Festival Nacional da Trova e no Festival da Canção da LAC.



