Rei Ekuikui VI destaca os 300 anos da História da Ombala Mbalundu

Durante o acto, o soberano apontou o reino como o ponto mais alto da tradição na província do Huambo, sustentado na defesa da cultura, da fé e da união para transformar a região num pólo de desenvolvimento sustentável.
Em declarações ao Jornal de Angola, por ocasião do 124.º aniversário da vila do Bailundo — assinalado no dia 16 de Julho —, o monarca enquadrou a dimensão histórica do território como a capital da cultura e o berço da religião. Ekuikui VI lembrou que a localidade foi o ponto de fundação da Igreja Evangélica Congregacional em Angola (IECA) e mantém forte influência nas áreas da educação e tecnologia. O soberano detalhou que, embora a elevação à categoria de vila tenha ocorrido em 1902 (pelo Decreto-Lei n.º 54, publicado no Boletim Oficial n.º 1), a história como reino ultrapassa os três séculos, desde que o Rei Katyavala instituiu a Ombala por volta de 1700. Para o rei, esta longevidade justifica o peso histórico do Bailundo no Planalto Central, um legado que deve ser activamente preservado pela juventude. O soberano definiu a vila como uma “sala de visitas” aberta ao turismo cultural internacional. Por sua vez, o administrador municipal do Bailundo, Celestino Piedade Tchikela, sublinhou que a resiliência do povo é a base da preservação dos valores ancestrais. O responsável caracterizou a região como o berço da espiritualidade e da identidade cultural, apelando à união de todos para a edificação de uma comunidade forte que orgulhe as futuras gerações. Tchikela exortou ainda os munícipes a protegerem o património da Ombala Mbalundu, com destaque para a dança tradicional Olundongo — recentemente elevada a Património Imaterial e amplamente divulgada pelo grupo cultural Katyavala —, além do sagrado Monte Halavala. Segundo o administrador, a união popular é o elemento essencial para transformar esse vasto potencial histórico em oportunidades concretas de progresso socioeconómico.



