Talatona - O Ministério da Cultura e a Academia Angolana de Letras (AAL) reforçaram quinta-feira, em Luanda, a sua parceria para impulsionar a produção e divulgação de obras literárias e científicas em Angola.
Talatona - O Ministério da Cultura e a Academia Angolana de Letras (AAL) reforçaram quinta-feira, em Luanda, a sua parceria para impulsionar a produção e divulgação de obras literárias e científicas em Angola.
Ao falar à imprensa durante o encontro, o ministro da Cultura, Filipe Zau, disse que o entendimento saiu do primeiro encontro institucional entre as duas entidades.
Segundo o governante, na reunião, foram definidas como prioridades a promoção do livro, o incentivo à leitura e o fortalecimento da investigação científica.
Acrescentou que entre as medidas em análise está o apoio financeiro do ministério à produção de obras previstas na planificação da AAL, respondendo às dificuldades de publicação e divulgação enfrentadas por autores e investigadores.
Salientou que a parceria representa um passo importante para transformar esforços isolados numa estratégia conjunta de valorização da literatura, da ciência e da cultura nacional.
O objectivo, de acordo com Filipe Zau, é fazer chegar mais livros aos leitores e dar maior visibilidade à produção intelectual angolana.
Por sua vez, o presidente da AAL, Paulo de Carvalho, ressaltou que a instituição completa dez anos de existência no próximo mês e aguarda há cerca de oito anos por uma resposta ao pedido de reconhecimento.
Afirmou que entre as prioridades estão os recursos para implementar o "Cânone Literário Angolano, contribuir para a definição do padrão linguístico do português de Angola e reforçar os programas de promoção do livro e da leitura".
Paulo de Carvalho defendeu que, à semelhança do que acontece em outros países, a academia deve ser reconhecida como parceira do Estado e receber condições para exercer as competências que lhe são atribuídas.
Disse que a AAL espera agora que o Ministério da Cultura interceda junto de outros órgãos do Estado para desbloquear estas questões.
“Já temos feito bastante, apenas com as quotas dos associados, mas é preciso ir mais longe”, explicou.
O encontro com os membros da Academia Angolana de Letra e Ministério da Cultura serviu para promover o diálogo e a aproximação entre diferentes intervenientes do sector cultural, contribuindo para o reforço da cooperação e para a valorização das artes, da cultura e da literatura angolana. MAM/FCC/VIC




