O ministro da Cultura, Filipe Zau, garantiu, no Arquivo Nacional de Angola (ANA), que o órgão que dirige projecta a criação de um fundo financeiro destinado a apoiar as artes em Angola.
Durante um encontro com profissionais do sector Audiovisual, na passada terça-feira, o governante defendeu igualmente a necessidade de serem criados programas capazes de encontrar soluções e definir caminhos para o desenvolvimento do cinema nacional.
Segundo Filipe Zau, o desafio do sector Cinematográfico não se resume na falta de recursos financeiros, sendo igualmente necessário aumentar os investimentos na área, como a aposta na formação do capital humano.
O ministro destacou a importância da formação técnica dos profissionais do sector, de modo a garantir que os investimentos realizados no futuro sejam acompanhados de quadros devidamente preparados.
Para Filipe Zau, a aposta na capacitação dos profissionais é fundamental para evitar investimentos sem o devido retorno e criar condições para o crescimento sustentável da Indústria Cinematográfica angolana.
O governante auscultou os fazedores do sector Cinematográfico, que apresentaram os principais proble- mas que têm dificultado o desenvolvimento do cinema em Angola.
Na óptica de Filipe Zau, os profissionais do cinema devem ter a capacidade de pensar no futuro com outros olhos, assim como ter uma visão mais ampla, com o objectivo de acompanhar a evolução do sector e “não ficarmos para trás”.
O encontro teve a finalidade de reforçar o diálogo entre o Ministério da Cultura e os agentes do sector Cinematográfico, bem como de identificar soluções para os principais desafios que condicionam o desenvolvimento da Indústria do Cinema em Angola.
Falta de dinheiro
O presidente da Associação Angolana de Profissionais de Cinema e Audio-visual (APROCIMA), Sílvio Nascimento, apontou a falta de recursos financeiros e de apoio às produções cinematográficas como uma das principais preocupações dos profissionais do sector Audiovisual em Angola.
Segundo o responsável, as limitações financeiras têm condicionado a realização de projectos, dificultando o desenvolvimento da produção de curtas e longas-metragens nacionais.
O realizador Walter Cristóvão reconheceu que as narrativas das obras de ficção produzidas em Angola carecem de maior trabalho e desenvolvimento, para reforçar a qualidade dos argumentos, de modo a impulsionar o crescimento do cinema nacional.
De acordo com o realizador, o fortalecimento da componente narrativa é fundamental para a produção de filmes mais consistentes e capazes de representar a realidade e a identidade cultural angolanas.




