Museu Regional de Etnografia do Lobito foi visitado por mais de três mil turistas

O Museu Regional de Etnografia do Lobito recebeu de Janeiro a Junho do corrente ano, um total de 3.450 visitantes, entre nacionais e estrangeiros, informou, quinta-feira, o director da instituição, João Luís Monteiro de Oliveira.
O director do Museu de Etnografia especificou que entre os 258 turistas estrangeiros estão americanos, portugueses, vietnamitas, brasileiros e franceses. Dos nacionais, destacou as visitas realizadas, sobretudo, no período de aulas, de grupos de estudantes do Lobito, Benguela, Huambo, Bié, Huíla, Namibe e Luanda.
João Luís Monteiro de Oliveira contou que os grupos de estudantes que visitaram o Museu foram sempre acompanhados dos professores. Destacou, igualmente, a presença de famílias que procuram passar o testemunho aos filhos.
A sociedade, reconheceu, começa a ganhar a cultura de visitar os museus, porque ao longo do primeiro semestre se verificou a presença de muitos residentes da Restinga, que conheceram o museu pela primeira vez. “Foi bastante satisfatório, porque o museu, como estrutura física, sem visitantes, não tem significado. Então temos que mostrar o real valor dos museus”, realçou o responsável.
João Luís Monteiro de Oliveira explicou que o acervo mais procurado pelos turistas são os objectos de percussão, caça, agricultura, danças, canções e olombongo (os rituais).
O director do Museu Regional de Etnografia do Lobito informou que fez a recepção de um visitante brasileiro que estava a fazer um trabalho de pesquisa para o doutoramento sobre os objectos de percussão (otchissumba)usados pelos antepassados para alguns rituais de caça, óbitos, dança, momentos de tristeza e alegria.
O director explicou que os espólios, muitas vezes, eram confundidos como se fossem de origem europeia ou americana. “O pesquisador brasileiro ficou surpreendido pelas informações distorcidas que vinha recebendo ao longo dos anos e constatou que os instrumentos em causa têm origem angolana”, informou.
O pesquisador, disse, esteve um bom tempo de estada no município do Caimbambo, em que fez trabalhos de pesquisa. O responsável sublinhou que todas as visitas feitas têm ajudado bastante os turistas, principalmente os estrangeiros, na recolha de dados para as pesquisas científicas e etnográfica.
João Luís Monteiro de Oliveira reconheceu que ao longo da Região Ovimbundo, concomutantemente no Huambo (com muito acervo), Bié, na parte Sul da província do Cuanza-Sul, bem como na região mais a Norte da Huíla, existe um acervo rico e diversificado por explorar.
No entanto, explicou, o Museu precisa dar formação de refrescamento aos técnicos de especialização e admitir novos quadros para dar respostas ao aumento dos visitantes da instituição.
O Museu Regional de Etnografia do Lobito conta com 1.513 peças que representam não só a cultura etnolinguística ovimbundo, mas também, de diferentes províncias do país.
Todas as peças museológicas, enumerou João Luís Monteiro de Oliveira, têm o seu valor cultural. Por isso, sustentou o responsável, é que se têm feito exposições temporárias trimestralmente de determinadas peças.



