Ondjiva – Os fazedores de música da província do Cunene defenderam, esta sexta-feira, a necessidade de uma maior estruturação e valorização do mercado local, para garantir que a actividade artística se transforme numa fonte de rendimento sustentável.
Ondjiva – Os fazedores de música da província do Cunene defenderam, esta sexta-feira, a necessidade de uma maior estruturação e valorização do mercado local, para garantir que a actividade artística se transforme numa fonte de rendimento sustentável.
Em declarações à ANGOP, a propósito do Dia Mundial da Música, assinalado a 1 de Outubro, Miguel Ndemweda (MA) disse que as dificuldades são inúmeras, desde a produção e divulgação até às condições sociais dos artistas.
Disse que, ao contrário de outras regiões, como Luanda, Huambo, Huíla e Benguela, onde o mercado musical está mais estruturado, no Cunene os músicos enfrentam barreiras financeiras, institucionais e sociais.
A cantora Flora Dumba defendeu maior apoio a classe empresarial e das estruturas governativas, para poder alavancar a sua carreira, sublinhando que, devido à falta de promoção e valorização, o produto musical circula apenas no seio familiar ou entre amigos.
Disse que a província dispõe de jovens talentosos que precisam de maior visibilidade para desenvolver as suas carreiras, através da promoção de eventos e espectáculos rentáveis.
Por seu turno, o presidente da Associação dos Músicos no Cunene, João Ndadelekua (Mário Single), disse que a região dispõe de boa música, que carece de maior divulgação para alcançar os mercados nacional e internacional.
Neste sentido, defendeu a necessidade de os promotores de eventos, institucionais ou privados, seleccionarem artistas consagrados e locais para participarem nos espectáculos, de modo a trabalharem, em conjunto, na divulgação e promoção dos músicos da província.
Disse que a falta de investimentos estruturais impede que a música local circule de forma célere e dificulta a geração de rendimentos para a classe artística.
Disse que a associação controla mais de 100 músicos, distribuídos por diversos estilos, desde a música moderna, folclórica, gospel e electrónica, nos municípios do Cuanhama, Namacunde, Cahama e Ombadja.
Particularizou a música folclórica como uma expressão cultural de grande importância e aceitação, tanto no mercado local como na vizinha República da Namíbia, onde existem parcerias para gravação e realização de espectáculos.
Em alusão à data, salientou que foi programado, para este final de semana, um encontro com os associados, o Gabinete da Cultura, empresários, órgãos de imprensa e promotores de eventos, com o objectivo de definirem metas para a promoção, divulgação e apoio aos músicos.
O Dia Mundial da Música foi instituído em 1975 pelo Conselho Internacional da Música (International Music Council), fundado em 1949 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
A efeméride tem como objectivo promover a arte musical, divulgar a diversidade cultural e contribuir para a aplicação dos ideais da UNESCO, relacionados com a paz e a amizade entre os povos.FI/LHE/DP




