Os filhos de Tony do Fumo, Artur Adriano, Adolfo Duia, Cadinho, Carlos Burity, Mito Gaspar, Lulas da Paixão, António Paulino e Zecax vão eternizar o legado dos progenitores com uma obra discográfica, no âmbito do projecto “Herdeiros Cantam”.
O anúncio foi feito durante uma edição especial do projecto “Caldo do Poeira”, dedicada aos filhos de artistas consagrados da música angolana. Na ocasião, o coordenador do projecto, Carlos Bequengue, anunciou também o apoio da Rádio Nacional de Angola (RNA) à produção e ao lançamento da obra.
Carlos Bequengue explicou que, para além de proporcionar um espaço de exibição aos jovens artistas, a edição especial do “Caldo do Poeira” serviu para preparar o projecto “Herdeiros Cantam”. As gravações das canções dos progenitores estão previstas para os próximos dias, enquanto o lançamento do disco deve acontecer no último trimestre deste ano ou no primeiro semestre de 2027.
“Por serem jovens promissores, a RNA vai apoiar este projecto, depois do acerto que tivemos com o DJ Manya. Caso não consigam gravar com o DJ Manya, os herdeiros vão gravar na CT1 deste órgão de comunicação social”, explicou.
Impulsionadores da música no país
Em declarações ao Jornal de Angola, Tony do Fumo Jr. destacou a importância de iniciativas que criam oportunidades para os continuadores do legado deixado por grandes referências da música nacional.
Para Lolito da Paixão, a iniciativa é “agradável”, por permitir recordar, por meio das vozes dos herdeiros, sucessos interpretados pelos progenitores, tanto pelos que continuam em vida quanto pelos que já faleceram.
Por sua vez, Solange Candinho destacou a importância da iniciativa da RNA na valorização dos filhos dos artistas. Segundo a cantora, além de homenagear os progenitores, o projecto permite que os próprios descendentes dêem continuidade ao legado musical das famílias.
“Em vez de as canções serem interpretadas por outros artistas, ganham maior expressão quando somos nós, que seguimos a mesma linhagem dos nossos pais, a interpretá-las. É gratificante quando somos nós a dar voz às suas canções”, disse.
Manucho Burity revelou que a preparação da obra discográfica já estava a ser planificada antes do convite para a participação no “Caldo do Poeira”. Segundo o artista, o projecto reúne outros herdeiros e prevê a interpretação de músicas deixadas pelos progenitores e novas composições dos artistas que continuam em actividade.
A iniciativa, segundo o artista, pretende, assim, estabelecer uma ponte entre diferentes gerações da música angolana.
Armindo Canda




