Luanda - A obra literária “Diário de um Exilo sem regresso”, da nacionalista angolana Deolinda Rodrigues, participou da exposição “Heranças e Contributos de África para o Progresso da Humanidade”.
Luanda - A obra literária “Diário de um Exilo sem regresso”, da nacionalista angolana Deolinda Rodrigues, participou da exposição “Heranças e Contributos de África para o Progresso da Humanidade”.
A exposição iniciou na segunda-feira, na cidade de Paris (França), e insere-se no Dia Internacional da Paz (21 de Setembro), numa iniciativa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
De acordo com uma nota de imprensa do ResiliArt Angola, enviada esta quinta-feira à ANGOP, a obra da nacionalista constitui uma homenagem àqueles que na fuga para o exterior em busca de vida e aos que na caminhada do interior da independência, ofereceram o sacrifício das suas vidas para que Angola conquistasse a liberdade a 11 de Novembro de 1975.
O ResiliArt Angola é um projecto social da American Schools of Angola.
Para o director executivo do projecto, Marcos Agostinho, a exposição permitiu manter contacto com a equipa internacional da Unesco para a realização da Bienal de Luanda, concretamente o fórum pana-africano para a cultura de paz.
No evento, Marcos Agostinho ofereceu ao director da Unesco para Prioridade África, Mohamed El-Farnawany, obras de arte desenvolvidas por estudantes e artistas durante residências artísticas realizadas pelo projecto Resiliart Angola, no âmbito da cultura de paz.
As amostras ficarão permanentemente na sede da Unesco, em Paris.
O momento serviu para enfatizar a importância e compromisso da 4ª edição da Bienal de Luanda, a decorrer de 22 a 23 de Outubro do corrente ano, sob o lema "Valorizar a Água: Governação da Água como Ferramenta para a Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos".
O evento é co-organizado pelo Governo de Angola, União Africana e pela UNESCO.
A presente edição visa debater a gestão dos recursos hídricos como factor de cooperação e paz em África, evitar disputas regionais e secas cíclicas através do diálogo político e inter-geracional.
Propõe-se também a discutir ligações entre água, migrações e deslocações internas no continente.
O Dia Internacional da Paz é celebrado a 21 de Setembro, na sequência da declaração da ONU de 30 de Novembro de 1981.
O dia foi estabelecido pela primeira vez em 1981 e observado pela primeira vez em Setembro de 1982. É mantido por muitas nações, grupos políticos, grupos militares e pessoas.
A efeméride dedica-se à paz mundial e, especificamente, à ausência de guerra e violência.
Para inaugurar o dia, o Sino da Paz das Nações Unidas é tocado na sede da ONU, em Nova Iorque.
Deolinda Rodrigues Francisco de Almeida, também conhecida pelo nome de guerra Langidila, foi uma socióloga, defensora dos direitos humanos, escritora, poetisa, tradutora e radialista e nacionalista que morreu na luta pela liberdade angolana.
A escritora nasceu a 10 de Fevereiro de 1939, em Catete (Angola), e faleceu a 2 de Março de 1967 na localidade de Kinkuzu, República Democrática do Congo, aos 28 anos de idade. Tem escritos como “Diário de um Exílio sem regresso”, “Cartas de Langidila e outros documentos”. AB/DP




