“Os Filhos da Graça” narra as superações

A apresentação da série documental “Os Filhos da Graça”, realizada na última quarta-feira no Cinemax do Belas Shopping, reforçou a importância da inclusão social ao dar voz a histórias de superação protagonizadas por pessoas com deficiência.
Em declarações ao Jornal de Angola, o director do projecto “Os Filhos da Graça”, Amílcar das Chagas, explicou que a iniciativa reúne uma série de seis documentários dedicados a retratar histórias de superação vividas por pessoas com deficiência, dentre as quais José Armando Sayovo, Esperança Gicasso, Américo Lucamba e outras figuras. Segundo o responsável, o projecto procura reflectir a urgência de uma sociedade mais inclusiva, sensibilizando a população para o combate à discriminação e demonstrando que as pessoas com deficiência podem contribuir activamente para o desenvolvimento social e profissional do país. Amílcar das Chagas referiu que a apresentação pública dos documentários resultou de uma parceria com o Cinemax, que acolheu a exibição da obra e reforçou o compromisso de divulgar histórias inspiradoras ao público angolano. Quanto ao processo de produção, o director informou que os documentários começaram a ser desenvolvidos há cerca de três anos, num percurso marcado por dificuldades financeiras e técnicas que atrasaram a conclusão dos trabalhos. O gestor acrescentou que, devido à falta de financiamento institucional, a equipa chegou a vender bens pessoais — incluindo um veículo — para garantir a finalização do projecto, tendo a sua determinação sido o factor decisivo para levar a obra ao público. Relativamente à exibição, o responsável adiantou que quatro dos seis documentários deverão ser transmitidos na Televisão Pública de Angola (TPA), estando as datas de emissão em fase de negociação. Revelou também que, se tudo decorrer como planeado, o documentário sobre José Armando Sayovo será exibido nas salas de cinema em Setembro, numa parceria com o Cinemax. Sobre a presença de entidades governamentais na cerimónia, Amílcar das Chagas considerou que a participação de representantes do Executivo demonstra sensibilidade para com a causa da inclusão social e constitui um forte incentivo aos projectos desenvolvidos pela juventude angolana.



