A peça multidisciplinar “Lusunzi”, do Ballet Tradicional Kudissanga, valorizou e divulgou a riqueza da identidade cultural de Cabinda, com o propósito de se afirmar como uma referência das artes tradicionais a nível nacional e internacional, afirmou o coreógrafo e autor da obra, Sita Sadok.
A peça estreou no sábado à noite, na Liga Africana, em Luanda, numa apresentação que reuniu fazedores de cultura, artistas e apreciadores das artes cénicas.
A obra recorre à música, dança e oralidade para narrar mitos, histórias, hábitos e costumes do povo de Cabinda, com particular destaque para os Bakamas, instituição cultural tradicional associada à representação de espíritos guardiões e ao universo sobrenatural ligado a Lusunzi.
Em declarações ao Jornal de Angola, Sita Sadok explicou que a obra foi construída com a participação de membros da direcção, comissões, percussionistas e bailarinos, com o objectivo de levar o espectáculo a diferentes pontos do país e, posteriormente, além-fronteiras.
“Lusunzi” surge, segundo o autor, como uma iniciativa destinada a contribuir para a valorização da cultura nacional e para a transmissão de histórias e conhecimentos da tradição cabindense que permanecem desconhecidos por parte de muitas pessoas.
“Durante a estreia, estiveram presentes vários fazedores culturais, porque o público-alvo da peça é abrangente. Destina-se à sociedade em geral, críticos culturais, homens de arte e cultura e a todos os que defendem a preservação do património imaterial”, explicou.
Mitos e tradição oral
De acordo com a tradição oral, a obra surgiu perante os chefes tradicionais com a missão de contribuir para a manutenção da ordem.




