A rainha de Kafukufuku, Laurinda Fernanda Kaoma, defendeu, na semana passada, na Matala, província da Huíla, uma maior divulgação do pano Samakaka, que considerou um dos elementos representativos da identidade e do Património Cultural angolano.
A presidente da Associação Regional Sul das Autoridades Tradicionais de Angola afirmou, em declarações à imprensa, que é necessário ampliar a projecção do pano Samakaka nos planos regionais, nacionais e internacionais, como forma de preservar os conhe-
cimentos associados à sua produção e reforçar o reconhecimento do seu valor cultural.
Segundo Laurinda Fernanda Kaoma, que é autoridade tradicional da localidade de Kafukufuku, situada a 35 quilómetros à Leste da sede municipal da Matala, o pano Samakaka possui um significado histórico e social relevante para as comunidades do Sul de Angola, onde continua a ser utilizado e transmitido entre gerações.
A autoridade tradicional considerou igualmente importante garantir a transmissão dos conhecimentos relacionados com a produção, utilização e simbologia do pano às gerações mais novas.
Para a rainha de Kafukufuku, esse processo deve envolver as autoridades tradicionais e culturais, instituições de ensino, artesãos e as próprias comunidades, de modo a assegurar a continuidade dos saberes associados ao tecido.
Turismo e Artesanato
Laurinda Fernanda Kaoma entende que a promoção do pano Samakaka pode também contribuir para o desenvolvimento do turismo cultural, do artesanato e da moda, através da realização de exposições, feiras, desfiles e outras iniciativas de divulgação.
Na sua perspectiva, a presença do pano em diferentes espaços culturais e criativos pode aproximar o património tradicional de novos públicos, incluindo visitantes nacionais e estrangeiros, e contribuir para uma maior divulgação da diversidade cultural angolana.
A presidente da Associação Regional Sul das Autoridades Tradicionais de Angola apelou igualmente aos jovens para que conheçam e valorizem as tradições das suas comunidades, considerando que a participação das novas gerações é fundamental para garantir a continuidade dos conhecimentos ancestrais.
“Preservar as técnicas ligadas ao pano Samakaka é também proteger conhecimentos que foram transmitidos de geração em geração”, salientou.
Laurinda Fernanda Kaoma defendeu, por último, uma maior articulação entre autoridades tradicionais, instituições culturais, co-munidades e outros agentes ligados ao sector, com vista à promoção e salvaguarda do pano Samakaka como parte do património cultural angolano.




