Ondjiva – O director provincial do gabinete da Cultura no Cunene, Isidro Ndahepele, realçou esta segunda-feira, a importância e promoção da música folclórica (tradicional), para o resgate e preservação dos valores culturais da região.
Ondjiva – O director provincial do gabinete da Cultura no Cunene, Isidro Ndahepele, realçou esta segunda-feira, a importância e promoção da música folclórica (tradicional), para o resgate e preservação dos valores culturais da região.
Em declaração à ANGOP, a propósito do Dia Mundial do Folclore, assinalado a 22 de Agosto, disse que a música tradicional representa a identidade de qualquer Nação, razão pela qual a sua promoção e divulgação serve de testemunho entre as gerações do passado e presente.
Afirmou que o folclore é um estilo popular que convida a uma reflexão de preservar, estudar e transmitir aos jovens conhecimentos desde as tradições, manifestações artísticas e os modos de vida que constituem a memória colectiva.
No caso do Cunene, sublinhou que assume uma relevância particular pela diversidade étnica, nomeadamente os ovambo, nyaneka/humbi e herero, entre outros grupos de matriz bantu, e também comunidades de origem khoisan.
Informou que cada grupo possui manifestações próprias, expressas através da música, dança, oralidade, vestuário, rituais, instrumentos musicais, gastronomia e outras práticas culturais.
Por exemplo, fez saber que entre os kwanyama, destaca-se as manifestações como a dança ngama, enquanto nos nyaneka/humbi, o odjando e o olongambo, além de diferentes formas de canto, dança e expressão oral.
“Esta diversidade demonstra que o folclore não é apenas entretenimento, mas um património cultural, instrumento de educação e elemento de afirmação da identidade própria que representa as comunidades”, referiu.
Por isso, sublinhou que a celebração desta a efeméride significa também o reafirmar do compromisso com a preservação, valorização e transmissão do património cultural material e imaterial da província.
Acrescentou que o Cunene possui uma riqueza extraordinária de música e manifestações folclóricas, as canções tradicionais, os instrumentos, as danças e as formas de transmissão oral constituem um património que deve ser mais conhecido, documentado, valorizado e promovido.
O responsável alertou sobre a perda destas manifestações entre as gerações mais jovens, devido às transformações sociais, à influência de novos estilos musicais e à redução da transmissão do conhecimento.
Reforçou a necessidade da criação de mecanismos para que os mestres da cultura, grupos tradicionais, investigadores, escolas, comunidades e instituições públicas trabalhem conjuntamente na salvaguarda deste património.
Incentivou os músicos e grupos culturais a preservar a autenticidade das manifestações tradicionais, inovar com responsabilidade e transformar o património cultural numa oportunidade de educação, promoção turística e desenvolvimento económico.
Entretanto, disse que o gabinete local tem na agenda para o presente ano, várias actividades com destaque para o Palco Tradicional da Dança e a Variante 2026, para dar oportunidade aos jovens a contribuir no fortalecimento dos valores culturais.
Isidro Ndahepele valorizou a criação da data que procura manter viva as lendas, as danças, as festas, as músicas e os saberes que passam de pais para filhos, unindo as pessoas as suas raízes e fortalecendo a identidade de cada nação.
A data marca o dia em que o escritor britânico William John Thoms criou a palavra folklore em 1846, unindo folk (povo) e lore (saber).
A efeméride tem como principal objectivo proteger e valorizar a sabedoria popular e a cultura de cada país. PEM/LHE/VIC




