Especialistas alertam que a escolha do higienizador deve ter em conta o tipo de pele e o pH do produto para evitar irritações e manter a hidratação.
A lavagem do rosto constitui a primeira etapa da rotina de cuidados com a pele, sendo determinante para a absorção de produtos como hidratantes, séruns e ácidos. Diante da variedade de sabonetes faciais disponíveis no mercado, dermatologistas alertam que o primeiro passo para uma escolha adequada consiste em identificar correctamente o tipo de pele.
De acordo com especialistas, sinais do quotidiano ajudam a identificar a condição cutânea. O brilho excessivo na região central do rosto, poros dilatados e comedões indicam pele oleosa. A pele seca caracteriza-se pela sensação de repuxamento, aspereza ou descamação. Já a pele mista combina a chamada zona T — testa, nariz e queixo — oleosa com áreas normais ou secas nas bochechas, enquanto a pele normal mantém o equilíbrio entre oleosidade e hidratação.
Texturas, formulação e equilíbrio do pH
A dermatologista Samara Kouzak, da clínica Derma Advance, explica que a principal diferença entre os produtos reside na textura e nos agentes de limpeza. Os géis apresentam consistência fluida ou gelatinosa, as espumas são mais leves e aeradas, e os sabonetes líquidos possuem maior variedade de densidade. A médica ressalta que produzir mais espuma não significa necessariamente uma limpeza mais eficiente.
Em relação aos sabonetes em barra, a dermatologista Alessandra Romiti, assessora do departamento de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, alerta que estes costumam ter pH alcalino, o que pode causar irritação. Os especialistas recomendam optar por formulações com pH próximo ao fisiológico, entre 4,5 e 5,5, para não comprometer a barreira cutânea nem provocar ressecamento.
Ingredientes específicos e influência do clima
Para quem tem pele seca ou sensível, é recomendada a utilização de produtos com ingredientes hidratantes, como glicerina e ceramidas. Já para peles oleosas ou acneicas, componentes como o ácido salicílico e o ácido glicólico auxiliam na remoção eficiente da oleosidade sem causar agressão excessiva.
As variações climáticas também exigem adaptações nos cuidados diários. No Verão, o aumento da temperatura e da humidade favorece a produção de suor e oleosidade, sendo indicados sabonetes suaves em gel ou espuma. No Inverno, o frio aumenta o risco de ressecamento, tornando recomendável o uso de óleos de limpeza e espumas com acção hidratante.
Avisos sobre a limpeza em excesso
As dermatologistas reforçam que lavar o rosto uma a duas vezes por dia é suficiente para manter a higiene da pele. A limpeza em excesso, o uso de água quente, a aplicação frequente de esfoliantes intensos ou o recurso a esponjas e escovinhas podem danificar a protecção natural da pele.
A sensação de pele a repuxar não representa sinal de limpeza eficiente, mas sim de remoção excessiva dos lípidos naturais. Caso o produto provoque vermelhidão, descamação ou desconforto, os especialistas orientam a substituição do higienizador para preservar a saúde cutânea.




