Luanda acolhe, até 16 de Outubro, uma exposição colectiva que reúne, pela primeira vez, os oito artistas vencedores da XVIII edição do Prémio ENSA Arte, numa mostra inédita dedicada à criação artística contemporânea angolana.
A exposição, promovida pela ENSA – Seguros de Angola, Sociedade Aberta, está patente ao público no Instituto Guimarães Rosa do Centro Cultural Brasil-Angola, em Luanda, e apresenta novas obras desenvolvidas pelos artistas vencedores do ENSA Arte 2026.
A mostra reúne um total de 19 trabalhos, entre os quais 13 pinturas originais, três esculturas, duas fotografias e uma vídeo-performance, reflectindo a diversidade de linguagens e abordagens presentes na produção artística contemporânea em Angola.
A iniciativa resulta da coesão dos oito artistas distinguidos na XVIII edição do Prémio ENSA Arte, que, depois do reconhecimento alcançado no concurso, decidiram dar continuidade às suas pesquisas e processos criativos através de um projecto colectivo.
Mais do que uma celebração dos vencedores, a exposição pretende afirmar-se como um espaço de continuidade e experimentação, no qual o acto de criação é apresentado como um processo de relação entre diferentes sensibilidades, técnicas e perspectivas.
A mostra articula práticas individuais de pintura, escultura, fotografia e performance num mesmo espaço de criação contemporânea, explorando a relação entre as identidades artísticas de cada autor e a construção de um novo corpo estético colectivo.
Em parceria com a Embaixada de França, a Alliance Française de Luanda e a Embaixada do Brasil, a iniciativa marca um momento inédito na história do Prémio ENSA Arte. Segundo a organização, ao longo de mais de 35 anos de existência do prémio, nunca tinha sido realizada uma exposição que reunisse exclusivamente os artistas vencedores de uma edição, apresentando novas obras produzidas após a distinção.
Para o Presidente da Comissão Executiva da ENSA, Mário Mota Lemos, a exposição representa igualmente uma demonstração da vitalidade da produção artística nacional.
“Se o ENSA Arte é o selo da qualidade, esta exposição colectiva é a prova de que a arte angolana pulsa e avança em diferentes direcções, mas converge na mesma busca por transcendência”, afirmou o responsável, sublinhando o compromisso da seguradora com a valorização da arte e dos artistas angolanos.
Cada um dos artistas vencedores da edição de 2026 foi distinguido pela sua singularidade e pela capacidade de apresentar uma perspectiva própria sobre a realidade angolana e universal. Nesta edição especial, essa diversidade é colocada em diálogo, explorando a tensão criativa entre as diferentes técnicas, linguagens e experiências dos autores.
A curadoria da exposição procura, por isso, preservar as particularidades de cada artista, em vez de procurar uniformizar as obras. A diversidade é apresentada como uma das principais forças da mostra, permitindo estabelecer contrastes entre diferentes formas de interpretar e representar a realidade.
A exposição colectiva dos vencedores do ENSA Arte 2026 constitui, assim, um novo retrato da produção artística contemporânea em Angola, reunindo diferentes gerações de ideias, linguagens e processos criativos num mesmo espaço.
A mostra permanece aberta ao público no Instituto Guimarães Rosa do Centro Cultural Brasil-Angola, em Luanda, até 16 de Outubro




