Oito artistas distinguidos na Edição 2026 do Prémio ENSA Arte apresentam, no Instituto Guimarães Rosa, em Luanda, uma exposição colectiva com 19 obras, que pode ser visitada até ao dia 21 deste mês.
A mostra reúne trabalhos de Adriano Gaspar, artisticamente conhecido como Landa Yeto, Maiomona Vua, Bernabé Alfredo, Dionísio António, Aurélio Nivas, Wilson de Oliveira, Paulo Mayoka e Domingos Miguel “Mussunda N’zombo”, contemplando pintura, escultura, fotografia e performance.
Entre as obras expostas está também uma criação colectiva, desenvolvida pelos artistas numa única tela, na qual foram integradas diferentes intervenções e linguagens.
Vencedor na categoria de Performance Artística, Domingos Miguel “Mussunda N’zombo” participa na exposição com quatro trabalhos, entre os quais duas fotografias, um vídeo e uma performance ao vivo. O artista explicou que recorre à performance, à voz, à instalação e ao próprio corpo como meios de expressão.
Sobre a distinção, destacou a importância de ter sido premiado numa categoria introduzida pela primeira vez no ENSA Arte, considerando o reconhecimento um incentivo para a continuidade do percurso artístico.
Na categoria de Escultura, Bernabé Alfredo apresentou as obras “O Homem é o Artificial” e “Um Dia de Sol”. O artista explicou que trabalha habitualmente com técnicas mistas e materiais recicláveis, escolhidos de acordo com as inspirações encontradas durante o processo criativo.
Paulo Mayoka, distinguido com Menção Honrosa na categoria de Pintura, apresentou trabalhos realizados com a técnica de mosaico em tecido africano. Uma das obras aborda, segundo o artista, a tentativa do ser humano de compreender o tempo.
Também distinguido com Menção Honrosa, Wilson de Oliveira apresentou as obras “Sambizanga” e “Cidade Vazia”, realizadas com recurso a materiais como cola, tintas acrílicas e gesso.
Adriano Gaspar, conhecido artisticamente como Landa Yeto e vencedor do ENSA Arte 2026 na categoria de Pintura e participa na mostra com a obra distinguida pelo concurso, que representa uma menina na posse da estátua do Pensador, numa composição marcada por elementos simbólicos ligados à identidade cultural.
Organização satisfeita
O curador da exposição especial dos vencedores do ENSA Arte 2026, Miguel Gonçalves, considerou positivo o processo de preparação da mostra, salientando a colaboração dos artistas participantes.
O presidente do Conselho de Administração da ENSA, Mário Lemos, destacou a importância do prémio na trajectória dos artistas, considerando-o uma “rampa de lançamento” e um certificado de qualidade, pelo reconhecimento e prestígio conquistados ao longo dos anos.
A exposição permanece patente no Instituto Guimarães Rosa até ao dia 21, reunindo obras dos artistas distinguidos na Edição 2026 do Prémio ENSA Arte.




