“Há dias em que não devemos sair de casa” e, ontem, o 1.º de Agosto confirmou o ditado ao falhar a conquista do nono título, ao perder por 20-21 diante do Al Ahly do Egipto, na final da 47.ª edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos de andebol feminino, disputada no Pavilhão Multiusos do Kilamba.
Com o triunfo, as forasteiras somaram a segunda conquista na prova, sob a égide da Confederação Africana de Andebol, enquanto as anfitriãs desperdiçaram a oportunidade de vencer, pela primeira vez em casa, a principal competição continental de clubes.
O duelo começou de forma incaracterístico, com vários ataques desperdiçados: cinco pelo 1.º de Agosto e três pelo Al Ahly. Os erros iniciais anunciavam um desfecho amargo para as militares.
Menos precipitadas e com um ataque mais continuado e bem explorado, as egípcias abriram o marcador aos quatro minutos, por intermédio de Alaa Saber.
Na sequência, Vivalda da Silva também marcou e protagonizou várias penetrações. As comandadas de William de Almeida, porém, pareciam ter pressa em resolver a contenda.
A equipa imprimiu um ritmo elevado, tanto nas acções ofensivas como nas transições defesa-ataque. Aos 15 minutos, o marcador assinalava uma igualdade a cinco golos, numa altura em que algumas jogadoras já evidenciavam sinais de cansaço.
Aos 23 minutos, as rubro-negras venciam por 9-6, com Balbina Nunda em destaque. Perante as dificuldades da equipa, o técnico Mohamed Adel solicitou um desconto de tempo para corrigir o posicionamento das atletas. Ao intervalo, a partida terminou 11-9, a favor do 1.º de Agosto.
Na segunda parte, as duas equipas mantiveram a determinação. As agostinas procuravam conservar a vantagem de dois golos, enquanto as faraónicas entraram decididas a inverter o resultado.
Aos 10’, o empate a 14 golos confirmou o equilíbrio da partida. Pouco depois, o Al Ahly passou a frente, com uma vantagem de 18-15, perante um 1.º de Agosto que perdeu algum fulgor. Sem rematadoras experientes em campo, as militares sentiram dificuldades para ultrapassar a guarda-redes Gihad Wael.
O regresso de Vivalda da Silva e Isabel Guialo à quadra deu novo impulso à equipa. Aos 25’, as militares restabeleceram a igualdade a 19 golos, para satisfação do público presente no pavilhão.
Nos minutos finais, as defesas superiorizaram-se aos ataques. Balbina Nunda voltou a colocar o 1.º de Agosto em vantagem, mas Imaculada Tito desperdiçou um livre de sete metros e as egípcias aproveitaram os erros das anfitriãs para garantir a vitória por 21-20 no marcador.
Teresa Luís




