Uma exibição de autoridade, eficácia e ambição conduziu a Selecção Nacional sénior masculina de futsal à vitória expressiva sobre a Tanzânia, por 6-0, ontem, na segunda jornada do Grupo B do Campeonato Africano das Nações, que decorre em Marrocos. Com este resultado, Angola garantiu, de forma antecipada, a presença nas meias-finais e reforçou as credenciais na corrida pelo título continental.
Determinada a confirmar a superioridade desde os primeiros minutos, a formação orientada por Márcio Garcez assumiu as despesas do encontro e instalou-se no meio-campo adversário. A pressão constante e a circulação rápida da bola permitiram aos angolanos construírem várias oportunidades, perante um conjunto tanzaniano que ficou à procura de soluções para contrariar o domínio dos vice-campeões em título.
Apesar do controlo das operações, a ansiedade e alguma falta de pontaria atrasaram a inauguração do marcador. A insistência, porém, acabou por premiar Angola aos seis minutos, quando Ny concluiu com êxito uma jogada combinada com Chico e abriu caminho para um triunfo que começou a ganhar forma ainda na primeira parte.
O primeiro golo trouxe maior confiança à equipa, que passou a explorar os espaços concedidos pelo adversário. Aos 13 minutos, Ny voltou a fazer gosto ao pé e ampliou a vantagem, num período em que os tanzanianos concentravam as atenções na organização defensiva, sem capacidade para criar perigo junto da baliza nacional.
Com o encontro sob controlo, Angola acelerou na recta final da primeira parte. Aos 18 minutos, Jó aproveitou uma jogada de insistência para aumentar a contagem. A equipa nacional ainda teve tempo para festejar o quarto golo, aos 19 minutos, quando o mesmo jogador concluiu um contra-ataque rápido e colocou o marcador em quatro bolas sem resposta.
Na segunda parte, a vantagem confortável permitiu a Márcio Garcez gerir o esforço do grupo e dar minutos a outros jogadores, sem perder o controlo da partida. A rotação não retirou consistência à equipa angolana, que manteve a iniciativa e procurou novas soluções para ampliar a diferença.
Entre as notas positivas, esteve a actuação de Nati, de apenas 18 anos, que revelou maturidade na leitura do jogo e contribuiu para a manutenção do equilíbrio colectivo numa fase em que Angola procurava administrar a vantagem sem abdicar da vocação ofensiva.
A superioridade do emble-ma doméstico voltou a traduzir-se em golos nos minutos finais. Aos 35 minutos, Jó Maretz elevou a contagem para 5-0 e, dois minutos depois, voltou a marcar, fixou o resultado final em expressivos 6-0 no marcador.




