Sem margem para erros, a Selecção Nacional sénior feminina de futebol entra em campo hoje, às 15h30, no Estádio 11 de Novembro, com a missão de vencer a Namíbia no jogo da segunda “mão” da primeira eliminatória de qualificação ao Torneio Olímpico de Los Angeles'2028.
Depois do empate sem golos na última sexta-feira, as aspirações do combinado nacional estão complicadas e só a vitória interessa. A incumbência de ultrapassar a bravura das Gladiadoras é uma tarefa difícil para as Gladiadoras.
Na qualidade de visitantes, as comandadas de Paxe Filho têm a responsabilidade de empatar com golos, no mínimo, para se manter na competição. Entre o desejo e a realização, a missão é hercúlea, em função das declarações de Lesly Kuvuka, seleccionador namibiano, feitas na conferência de imprensa: “Não saímos de Angola sem a eliminatória resolvida”.
Com 50 por cento de possibilidades para cada agremiação, Paxe Filho aborda o jogo com maior atenção ao ataque, após erros cometidos no primeiro jogo, em que a incapacidade de transformar as oportunidades foi nota dominante. As ausências de jogadoras influentes no balneário também pesaram no desempenho colectivo. Ary Papel, Prado, Marta Lacho, Patrícia Seteco, Matondo Matuvova recuperam de lesões.
Ao longo de dois dias de preparação, o seleccionador nacional trabalhou nas correcções técnicas, recuperação física e psicológica das atletas. As Welwitschias devem exalar o perfume da planta rara em ambiente de eficiência na finalização. Para o efeito, a calma é imprescindível a fim de manter a postura destemida e agressiva diante das favoritas e campeãs regionais da Cosafa.
A Namíbia tem a pretensão de inverter a tendência de resultados e prometeu entrar ofensiva com vista a complicar as contas de Angola. A estratégia de jogo assenta no domínio do meio-campo e ataque nas laterais, onde as nacionais se depararam com dificuldades.
FIFA apresenta plano estratégico em Angola
A Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) apresenta hoje, às 10h00, no Estádio 11 de Novembro, um plano estratégico para o futebol feminino em Angola para o período 2026-2029.
Com a participação de um representante do organismo que tutela o futebol mundial, o encontro constitui um passo significativo para o crescimento, a valorização e a profissionalização do futebol feminino angolano.
Mais do que apresentar um plano, o grande desafio vai ser a transformação da estratégia em oportunidades reais para as atletas e as futuras gerações. A iniciativa representa um momento importante para o desenvolvimento da modalidade no país, abrindo espaço para a definição de prioridades e estratégias destinadas a fortalecer o futebol feminino nos próximos quatro anos.
Paxe Filho "Precisamos melhorar na finalização"
Temos de buscar argumentos para vencer. Depois do empate sem golos, as preocupações e as dificuldades aumentaram. Ainda que a Namíbia reforce com mais duas atletas, isto não quer dizer que já ganharam. Vamos trabalhar para uma exibição melhor e precisamos crescer na finalização.
Lesly Kuvuka "Estudámos o adversário"
No jogo da segunda “mão”, estaremos em condições de vencer a selecção angolana. Mais duas jogadoras se juntaram ao grupo e podem fazer toda a diferença. Uma coisa garanto: estamos aqui para nos qualificarmos à outra fase. Será difícil, mas estudámos o adversário.
Elsa Arroz




