A Associação Provincial de Futebol da Huíla (APFH) registou um resultado negativo de 11 milhões, 321 mil e 883 kwanzas, no exercício económico de 2025, segundo o Relatório e Contas da instituição.
O resultado representa um agravamento da situação financeira em relação a 2024, período em que a APFH registou um prejuízo de seis milhões, 308 mil e 978 kwanzas, noticia a Angop, na edição de ontem.
O relatório, apresentado na assembleia ordinária realizada no fim-de-semana, alerta para a necessidade de maior sustentabilidade e solidez financeira, apesar do potencial de crescimento das actividades geradoras de receitas da associação.
De acordo com a demonstração de resultados, a associação obteve receitas de 13 milhões, 381 mil e 800 kwanzas, provenientes sobretudo, de prestações de serviços, com oito milhões, 381 mil e 800 kwanzas, e de subsídios da Federação Angolana de Futebol (FAF), no valor de cinco milhões de kwanzas.
Em contrapartida, as despesas totalizaram 24 milhões, 606 mil e 13 kwanzas, com destaque para a amortização de dívidas, com 10 milhões, 278 mil e 345 kwanzas, os custos com o pessoal, de seis milhões, 733 mil e 411 kwanzas, e outros encargos operacionais, no valor de sete milhões, 594 mil e 256 kwanzas.
Dentro destes encargos, destacam-se as despesas de representação, superiores a três milhões de kwanzas, e dos serviços de arbitragem, que custaram um milhão e 965 mil kwanzas.
Quanto às responsabilidades financeiras, a APFH apresenta passivos não correntes de 34 milhões, 437 mil e 78 kwanzas, dos quais 25 milhões, 645 mil e 228 kwanzas correspondem a compromissos com fornecedores e oito milhões, 382 mil e 850 kwanzas a encargos com o pessoal.
Na análise conclusiva, a direcção considera necessária a adopção de medidas correctivas e estratégicas para reforçar a sustentabilidade financeira.




