Lubango - A “Volta a Angola” em bicicleta chega esta tarde à província da Huíla com 140 ciclistas nacionais e estrangeiros, na sua 5ª etapa, no montanhoso troço Bibala (Namibe) - Lubango, o mais exigente teste à resistência dos competidores.
Lubango - A “Volta a Angola” em bicicleta chega esta tarde à província da Huíla com 140 ciclistas nacionais e estrangeiros, na sua 5ª etapa, no montanhoso troço Bibala (Namibe) - Lubango, o mais exigente teste à resistência dos competidores.
Em declarações à imprensa, no Lubango, o vice-presidente da Federação Angolana de Ciclismo, Osvaldo Manuel, referiu tratar-se de uma competição com um percurso de 80 quilómetros vai desembocar na Tundavala, por volta das 13 horas.
O também director-geral de prova afirmou que a quinta edição conta com representantes de vários países africanos, entre os quais Senegal, Etiópia, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Marrocos, que se juntam aos ciclistas angolanos.
A competição envolve, igualmente, atletas de diferentes províncias de Angola, com destaque para as regiões que desenvolvem actividades regulares de ciclismo, numa iniciativa que procura reforçar a participação provincial e a competitividade nacional.
Segundo o interlocutor, a etapa entre a Bibala e o Lubango constitui um dos desafios mais exigentes da competição, devido às características do percurso (montanhoso), às variações de altitude e às subidas acentuadas.
Osvaldo Manuel explicou que as dificuldades do terreno exigem preparação física e resistência dos participantes, factores que tornam a etapa importante para avaliar o desempenho dos ciclistas.
A Volta a Angola teve a primeira edição em 2015, registou um interregno de 11 anos e foi retomada em 2023. Desde então, a organização tem assegurado a realização consecutiva da competição.
A iniciativa enquadra-se nas prioridades da Federação Angolana de Ciclismo, que pretende ampliar a participação internacional, melhorar o nível técnico dos atletas nacionais e consolidar a prova no calendário desportivo.
Osvaldo Manuel defendeu ainda o reforço do apoio institucional e empresarial à modalidade, para melhorar as condições logísticas e criar oportunidades de crescimento do ciclismo em Angola.
Destacou a melhoria do nível competitivo da prova, com médias de velocidade que passaram de 40 para 42 quilómetros por hora, nas etapas planas.
Afirmou ainda que a quinta edição mantém o objectivo de promover o desenvolvimento do ciclismo nacional e elevar a sua participação no panorama internacional.
O evento desportivo iniciado na província do Bié vai encerrar este domingo, em Luanda. A prova tem um orçamento de mais de 500 milhões de kwanzas, um financiamento da Sonangol.
Nesta edição, a caravana partiu da província do Bié, onde decorreu um prólogo de 4,6 quilómetros, seguindo-se a etapa entre aquela região e o Huambo.
A ligação ao Lubango sofreu alterações devido a problemas técnicos na via, o que obrigou ao encerramento antecipado do percurso, nas proximidades do município do Lubango. JT/MS




