A reunião do Conselho da Confederação Africana de Andebol (CAHB), realizada a 12 do corrente em Luanda, decidiu aprovar a candidatura de Angola para acolher o Campeonato Africano das Nações (CAN) em andebol sénior feminino, edição de 2028.
A informação consta da página oficial da CAHB no Facebook e foi confirmada pelo vice-presidente de direcção da Federação Angolana de Andebol (FAAND), Domingos Nascimento.
Ao que o Jornal de Angola apurou, havia também as pretensões da República da Guiné e da Argélia em organizar o evento.
A recente constatação das condições de Angola para acolher a 47.ª edição do Campeonato Africano de Clubes Campeões jogou um papel importante no convencimento das partes. Angola é o destino certo para a maior competição feminina do continente. Vai ser a quarta vez que o país acolhe a competição, depois de 1985, 2008 e 2016.
A nossa reportagem tentou ouvir José do Amaral “Maninho”, presidente da Federação Angolana de Andebol, sobre o assunto, mas sem sucesso.
Por outro lado, a reunião decidiu que o Campeonato Africano sénior masculino deixa de ser qualificativo para os Jogos Olímpicos. A organização continental aprovou que, tal como ocorre no feminino, a qualificação seja através de um torneio pré-olímpico. Estão habilitados ao certame o país anfitrião, o campeão continental e os dois melhores classificados do campeonato africano.
No histórico da competição, as equipas masculinas de Al Ahly e Zamalek somam 20 títulos, dos quais a segunda agremiação lidera o ranking de vencedores com 12, seguido de perto pelo confrade com oito.
O desempenho competitivo dessas equipas resulta dos investimentos feitos pelas entidades desportivas do Egipto e aproximação da região geográfica com a Europa, palco do centro da modalidade no mundo.
Em feminino, o Petro de Luanda é a “senhora dos anéis” com 21 títulos, seguido de perto pelo 1.º de Agosto e a Africa Sport de Abidjan. O número de finais disputadas entre as equipas angolanas começa a reclamar o “direito de divulgação”.




