Uíge - O Desportivo da Huíla venceu, esta quarta-feira, o Futebol Clube de Cabinda, por 2-1, no Estádio Nacional Vici António, na cidade do Uíge, em partida da segunda jornada da Liga Unitel Girabola 2026/27.
Uíge - O Desportivo da Huíla venceu, esta quarta-feira, o Futebol Clube de Cabinda, por 2-1, no Estádio Nacional Vici António, na cidade do Uíge, em partida da segunda jornada da Liga Unitel Girabola 2026/27.
Previsto para as 15 horas, o encontro começou apenas às 16 horas, devido ao atraso na abertura dos portões do Estádio Nacional Vici António, situação que obrigou os espectadores a aguardarem pelo acesso ao recinto.
Apesar do constrangimento, cerca de 500 adeptos assistiram ao jogo, que marcou a abertura da segunda jornada do principal campeonato de futebol do país.
As duas equipas apresentaram uma postura equilibrada, embora o Desportivo da Huíla tenha revelado maior iniciativa nas acções ofensivas.
A formação huilana procurou explorar os espaços no sector defensivo adversário e apostou igualmente em remates de média e longa distância, enquanto o FC Cabinda respondeu através de transições rápidas.
Aos 25 minutos, o Desportivo da Huíla inaugurou o marcador, por intermédio de Mira.
O avançado recebeu um passe de Milton, entrou na área, ultrapassou dois defesas e rematou para o fundo da baliza, colocando os visitantes em vantagem.
O FC Cabinda reagiu e restabeleceu a igualdade já no período de compensação da primeira parte.
Aos 45 minutos, Mário da Silva foi travado ilegalmente por Ludy dentro da área e levou o árbitro a assinalar grande penalidade.
Na cobrança, aos 45+2 minutos, Luyeye rematou forte e empatou o jogo por 1-1 ao intervalo.
Na segunda parte, o ritmo de jogo diminuiu, com as duas formações a procurarem controlar a posse de bola e a encontrarem dificuldades para criar situações claras de finalização.
O Desportivo da Huíla manteve ligeira superioridade na circulação da bola e voltou a colocar-se em vantagem aos 80 minutos, através de Cabibi.
Na cobrança de um livre directo, nas proximidades da área, o jogador rematou com precisão e fez o 2-1.
Nos minutos finais, o FC Cabinda procurou reagir, mas não conseguiu criar oportunidades suficientes para voltar a marcar e permitiu ao adversário conservar a vantagem até ao apito final.
Com a vitória, o Desportivo da Huíla soma os primeiros três pontos na prova e ocupa, provisoriamente, a nona posição, enquanto o FC Cabinda continua sem pontuar e permanece no 16.º e último lugar.
Na terceira jornada, o FC Cabinda defronta o Futebol Clube de Luanda, ao passo que o Desportivo da Huíla mede forças com o Wiliete Sport Clube de Benguela.
Reacções
No final da partida, o treinador do FC Cabinda, Luciano Capoco, considerou positiva a prestação dos seus jogadores, apesar das falhas defensivas que contribuíram para os golos sofridos.
“Quero dar os parabéns aos nossos atletas, porque mostraram que são capazes de jogar com qualquer equipa neste campeonato”, afirmou o técnico,
Luciano Capoco garantiu que a equipa continuará a trabalhar para elevar os níveis competitivos e conquistar vitórias nos próximos compromissos.
Para a terceira jornada, o treinador prometeu um FC Cabinda “melhor do que este”, mostrando confiança na evolução do grupo ao longo da competição.
Sobre o atraso registado no início da partida, o técnico considerou que a situação não afectou o rendimento dos jogadores, classificando-a como uma questão de natureza administrativa.
“São assuntos administrativos. Há quem de direito que depois vai debruçar-se sobre essa situação”, explicou.
Por sua vez, o treinador do Desportivo da Huíla, Paulo Torres, considerou o resultado ajustado ao desenrolar da partida e reconheceu que a equipa não entrou na primeira parte com a actitude pretendida.
O técnico explicou que as alterações efectuadas ao intervalo procuraram melhorar a postura competitiva do conjunto huilano, que apresentou maior controlo do jogo na segunda metade.
Paulo Torres recorreu às expressões “fato de gala” e “fato de macaco” para caracterizar, respectivamente, a atitude da equipa na primeira e na segunda parte.
Apesar da vitória, o treinador apelou à humildade, concentração dos seus jogadores e responsabilidade acrescida da equipa depois do quarto lugar alcançado na edição anterior do Girabola.
“Quero um Desportivo da Huíla humilde no campo. As camisolas não ganham jogos”, sublinhou.
O técnico manifestou ainda preocupação com a influência de propostas externas sobre alguns jovens do plantel e apelou aos atletas para manterem o compromisso assumido com a equipa.JAR



