O tenista Novak Djokovic revelou que enfrenta problemas de saúde que condicionam a presente temporada, embora tenha afastado a possibilidade de as dificuldades sentidas estarem relacionadas com falta de resistência física. O sérvio preferiu, contudo, não revelar a natureza do problema.
Aos 39 anos, o tenista voltou a solicitar assistência médica na sexta-feira, durante a vitória sobre o chinês Bu Yunchaokete, número 104 do ranking mundial, nos oitavos-de-final do ATP 500 de Pequim. Na primeira ronda, Djokovic também recorreu a assistência médica, nessa ocasião, com queixas na região abdominal, diante do português Nuno Borges.
O detentor de 24 títulos do Grand Slam recuperou de uma desvantagem inicial e derrotou o jogador da casa por 4-6, 7-6(2) e 6-2. Com o triunfo, aumentou para 31 o número de vitórias em Pequim, sem qualquer derrota.
Recordista de títulos na capital chinesa, com seis troféus conquistados, o último em 2015, o antigo número um mundial regressa à competição na cidade após 11 anos de ausência. Djokovic procura recuperar terreno no ranking depois de deixar o top 10 mundial.
A presente temporada tem sido marcada por vários problemas físicos para o sérvio. No US Open, Djokovic sofreu uma eliminação precoce na primeira ronda, a mais rápida num torneio do Grand Slam desde o Australian Open de 2006.
No encontro disputado em Nova Iorque, chegou a vomitar durante a partida e sentiu dores nas costas e no ombro, problemas que limitaram a eficácia do serviço.
Em conferência de imprensa, o sérvio evitou revelar pormenores sobre o diagnóstico e explicou a razão da decisão. “Não quero entrar em detalhes, porque senão vai parecer que estou a queixar-me de alguma coisa ou à procura de desculpas. A verdade é que este ano tem sido uma luta muito, muito grande para mim, com alguns problemas específicos que venho a enfrentar”, afirmou.




