As quatro equipas angolanas encurtaram o caminho da qualificação nas Afrotaças com triunfos promissores, dois deles extramuros. O Wiliete obteve o resultado mais volumoso, 4-0, o 1.º de Agosto e o Kabuscorp do Palanca venceram 2-0, e 1-0 foi a prestação do Petro de Luanda.
O bom desempenho do quarteto angolano é quase uma garantia segura de apuramento, apenas os petrolíferos “estão tremidos” com a magra vantagem, mas o doce passado do campeão nacional contra as equipas moçambicanas é levado em conta, pois marcou e venceu sempre nos anteriores sete desafios.
Com os triunfos extramuros, os emblemas nacionais estão apenas a depender de si para seguir em frente, rumo à derradeira eliminatória de acesso às fases de grupos da Liga dos Campeões da CAF e da Taça da Confederação.
A vitória do Petro frente ao Desportivo do Songo só peca por ser escassa, o bi-penta não seguiu os passos dos demais representantes angolanos. Ainda assim, tem a situação controlada, porque de modo algum está sob a obrigação de ganhar para reverter o curso da eliminatória.
Forçado a jogar duas vezes fora do seu reduto, pois não tem estádio aprovado pela CAF, o Songo falhou na missão inicial de fazer tropeçar o campeão nacional, como ambicionava.
Incapaz de lavar a honra das equipas moçambicanas na primeira “mão”, a modesta equipa do Índico tem de ganhar no 11 de Novembro, porque não tem mais outra alternativa para reverter o desfavorável rumo dos acontecimentos.
Com a goleada, 4-0, sobre o Foresters FC, o Wiliete de Benguela tem praticamente resolvida a eliminatória. Ninguém está à espera duma inesperada desfeita, ainda mais porque jogará de novo em casa, um presente gentil do simpático adversário, que veio a Angola sem argumentos.
Se jogar como na primeira “mão”, o embaixador angolano vai confirmar a dose dupla da sua superioridade, quiçá, com mais uma goleada, a menos que os atletas sintam pena de humilhar outra vez o Foresters FC.
Militares confirmam bom momento
O 1.º de Agosto está mesmo intratável neste arranque de temporada, o precioso 2-0 foi a extensão continental do irrepreensível momento competitivo, como fica evidente pela quarta vitória em igual número de jogos.
Com a importante vantagem obtida na casa alheia, o D’agosto tem tudo o que precisa para seguir em frente na Taça da Confederação, teria de acontecer algo de anormal no jogo de resposta, no 11 de Novembro, para o desconhecido Green Mamba FC revirar o curso da eliminatória.
Os militares aumentaram as hipóteses de apuramento, se quiserem, podem gerir a confortável vantagem, mas fica claro que nem o técnico Filipe Nzanza tem como conter a enorme vontade dos pupilos de mandarem recados em todas as direcções. O momento é mesmo de espalhar a euforia, a fim de os adeptos verem os frutos positivos da ansiada nova era.
A vitória, 2-0, do Kabuscorp sobre o UNAM FC tem tudo para ser decisiva no desfecho da eliminatória, em parte também porque o decisivo duelo vai ser de novo disputado no 11 de Novembro. O factor casa deu um importante avanço ao embaixador angolano, há fortes motivos para esperar por um final feliz.
Os ventos da qualificação impelem os palanquinos ao porto desejado, mas é importante não se desviar do rumo certo, a grande penalidade falhada quando a equipa poderia fugir para o 2-0 deve servir de reflexão.
O mais importante foi vencer, porém, as lições não podem ser ignoradas, o Kabuscorp teve dificuldades para voltar a marcar depois do penálti falhado, e só recuperou a eficácia quase no declinar da partida.




