Lubango - A Escola Nacional de Parapentes iniciou, esta quinta-feira, uma jornada de dois dias, de voos deste desporto radical, com operações concentradas na Fenda da Tundavala e no Cristo Rei.
Lubango - A Escola Nacional de Parapentes iniciou, esta quinta-feira, uma jornada de dois dias, de voos deste desporto radical, com operações concentradas na Fenda da Tundavala e no Cristo Rei.
Em declarações à ANGOP, o representante da Escola Nacional de Parapente, Carlos Teixeira, afirmou que a organização está a relizar 10 voos com passageiros/dia, divididos entre os dois pilotos credenciados de duplo que asseguram a operação.
Diferente de outras regiões do mundo e do país, onde a distância geográfica limita as operações, disse que a Huíla se destaca pela proximidade e acessibilidade rodoviária entre os seus principais pontos de descolagem.
Referiu que a característica geográfica permite aos pilotos alternar e operar na Fenda da Tundavala e no Cristo Rei no mesmo dia, a depender das condições meteorológicas e das correntes de vento locais.
Disse que a organização demonstra, com este evento, a viabilidade comercial e a segurança da pilotagem de parapente na região, um desporto radical praticado, sobretudo, por estrangeiros.
Para dinamizar o projecto de massificação do parapente na Huíla, apontou a necessidade de voos directos internacionais, principalmente para os país como África do Sul e Namibia, para evitar que os turistas estrangeiros tenham de viajar até a capital, Luanda, para chegar à Huíla.
Carlos Teixeira disse que, apesar de a região dispor de uma rede hoteleira e gastronómica satisfatório, deve-ser reforçar a confiança e a capacidade de resposta hospitalar local em áreas como a traumatologia, para garantir o pronto atendimento e a estabilização de atletas em caso de sinistro.
Surgiu uma maior abertura à parceria público-privada, a fim de criar mais serviços de apoio nos locais e rentabilização dos pontos turísticos.
Afirmou que com o projecto de descolagem de uma pista no Cristo rei, implementado para gerar estabilidade e segurança aos praticantes de voos parapente, a província poderia realizar os voos todos os fins-de-semana.
Disse que a escola tem formado 25 crianças em Luanda, praticantes locais da modalidade, acompanhados há mais de cinco anos com apoio técnico e logístico.
Afirmou que durante a formação os pilotos aprendem sobre meteorologia, navegação, o equipamento, a fim de dominar a actividade e dar resposta a qualquer eventualidade, uma acção de capacitação que pretendem desenvolver a Huíla.
Para além de Luanda, Benguela e a Huíla, acrescentou que as províncias do Namibe, Cuanza-Sul, Bengo, Huambo e Malanje já tiveram voos da referida modalidade.
Salientou que a contar com as 25 crianças, Angola tem 32 pilotos nacionais certificados de parapente.
A Huíla conta, em desportos radicais, para além dos voos de parapente, faz a escalada, cujo ponto mais alto é um festival internacional da modalidade, que acontece anualmente no Miradouro da Serra da Leba, município da Humpata.
Paralelamente a esses eventos, faz-se de forma embrionária o rapel (descer de montanhas com uso de cordas), o highline (andar por cima da corda), o trekking (caminhadas por trilhos, montanhas, florestas ou zonas isoladas) e base jump (salto de um ponto fixo e alto com uso de paraquedas). EM/ALH



